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Por Maher Chmaytelli e Tom Perry

MOSUL/BEIRUTE (Reuters) - Forças apoiadas pelo Ocidente se aproximaram dos últimos redutos das duas capitais do autoproclamado califado do Estado Islâmico no Iraque e na Síria nesta terça-feira, mas foram refreadas pela resistência feroz dos militantes e pela presença de escudos humanos.

Os comandantes iraquianos têm previsto uma vitória final em Mosul nesta semana depois que uma ofensiva de oito meses sobre a cidade, que já teve dois milhões de habitantes, acuou o Estado Islâmico dentro de um retângulo de não mais que 300 metros de largura por 500 de comprimento ao lado do rio Tigre.

    Em Raqqa, quartel-general do Estado Islâmico no norte da Síria onde o grupo planejou ataques ao redor do mundo, milícias auxiliadas pelos Estados Unidos combatiam dentro da histórica Cidade Velha depois que ataques aéreos da coalizão abriram brechas em seus muros em dois locais.

    A vitória sobre os militantes radicais nas duas cidades marcaria o fim efetivo do califado de três anos, embora o grupo ainda controle algumas cidades pequenas e grandes áreas rurais em solo sírio e iraquiano.

    Mas seus centros são um labirinto de vielas estreitas repletas de civis e armadas com múltiplos artefatos explosivos deixados pelos militantes, que também estão usando drones e homens-bomba.

    "A presença de civis afetou muito o avanço das tropas", disse um comandante da Divisão de Reação Rápida, uma unidade de elite do Ministério do Interior, em Mosul, estimando haver 10 mil civis na localidade, inclusive alguns levados como escudos humanos.

    Os comandantes iraquianos solicitaram ataques aéreos contra alvos a meros 50 metros de distância de suas posições, e em certo momento os confrontos ficaram próximos o suficiente para os militantes atirarem granadas contra os soldados.

    "As orientações do comandante-em-chefe das Forças Armadas são para avançar lentamente para preservar as vidas dos civis, e é isso que estamos fazendo", disse o militar à televisão estatal do Iraque sem ser identificado.

    A coalizão internacional liderada pelos EUA que apoia os militares iraquianos e as Forças Democráticas da Síria e que combate o Estado Islâmico em Raqqa disse ter sido forçada a bombardear o muro antigo da Cidade Velha porque os militantes controlam as brechas existentes.

    O ataque a Raqqa, que começou no mês passado, está indo de acordo com o plano, mas o Estado Islâmico está usando minas acionadas por sensores e aeronaves por controle remoto que soltam bombas, o que desacelera um pouco as operações, disse um porta-voz das Forças Democráticas da Síria por telefone.

    (Reportagem adicional de Stephen Kalin in Erbil, Iraque)

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Reuters