SOFIA (Reuters) - A Bulgária bloqueou transferências feitas de várias contas bancárias que receberam milhões de euros da estatal petroleira da Venezuela, PDVSA (Petroleos de Venezuela), disseram autoridades de segurança nesta quarta-feira.

O líder opositor venezuelano Juan Guaidó, autoproclamado presidente do país, argumentou que a eleição que reelegeu Maduro no ano passado foi uma fraude.

Os Estados Unidos e a maioria dos países ocidentais, incluindo a Bulgária, reconheceram Guaidó como chefe de Estado legítimo, mas Maduro ainda conta com o apoio de Rússia e China e controla instituições estatais.

Reagindo a um aviso dos EUA, os serviços de segurança búlgaros estão verificando contas de um homem que tem várias cidadanias, inclusive búlgara, em um banco local, informou o procurador-chefe da Bulgária, Sotir Tsatsarov.

O dinheiro que entrou nas contas estava sendo enviado para contas no exterior, disse Tsatsarov aos repórteres depois de se encontrar com o embaixador dos EUA em Sófia na sede do governo.

"Verificamos que houve transferências de dinheiro da Venezuela, a saber, da estatal petroleira da Venezuela, para estas contas", explicou ele aos repórteres.

"Todas as medidas foram tomadas para que os fundos que ainda estão nas contas, que não são quantias pequenas, fiquem totalmente sob nosso controle e não deixem o país sob falsos pretextos".

Há milhões de euros nas contas, segundo o chefe da Agência Nacional de Segurança Estatal, Dimitar Georgiev, que disse que o Banco Central búlgaro está ajudando com o processo.

Os procuradores analisarão todas as transferências de e para estas contas antes de decidirem se apresentam acusações de lavagem de dinheiro, explicou Tsatsarov, acrescentando que o banco em questão não está sob suspeita.

"Nosso governo está trabalhando muito de perto com a Bulgária e outros membros da União Europeia para que a riqueza do povo da Venezuela não seja roubada", disse o embaixador norte-americano em Sófia, Eric Rubin, após a reunião.

A PDVSA está tentando aumentar as exportações para lugares como a Índia agora que as sanções de Washington, concebidas para interromper o fluxo de moeda estrangeira para o governo Maduro, atingiram suas remessas para os EUA e a Europa.   

(Por Tsvetelia Tsolova e Angel Krasimirov)

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