Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Policiais dentro da escola Tocqueville, em Grasse, onde houve um incidente com tiros. 16/03/2017 REUTERS/Eric Gaillard

(reuters_tickers)

Por Emmanuel Jarry e John Irish

PARIS (Reuters) - Um estudante adolescente abriu fogo em uma em escola de ensino médio do sudeste da França, nesta quinta-feira, e feriu três pessoas, incluindo o diretor da instituição, depois de assistir a vídeos sobre massacres nos Estados Unidos, disse o Ministério do Interior francês.

O incidente, que não parece ter qualquer ligação com terrorismo, ocorreu com o país em estado de alerta, depois que mais de 230 pessoas foram mortas por agressores aliados ao grupo militante Estado Islâmico nos últimos anos.

A menos de seis semanas da eleição presidencial, o ataque do adolescente de 17 anos armado com um rifle de caça deve atiçar o debate sobre segurança e terrorismo, que têm sido temas de destaque da campanha eleitoral.

Separadamente também nesta quinta-feira, uma funcionária do Fundo Monetário Internacional (FMI) foi ferida no rosto e nos braços quando uma carta-bomba enviada ao escritório da entidade em Paris explodiu ao ser aberta por ela, informou a polícia.

O porta-voz do Ministério do Interior, Pierre-Henry Brandet, disse que três pessoas ficaram feridas e que cinco outras estão em choque desde que o estudante abriu fogo com o rifle na escola de Grasse.

O jovem, que também levava duas pistolas e duas granadas, foi preso no local. Foi iniciada uma investigação para estabelecer se houve um segundo agressor.

"As primeiras investigações levam a crer que ele consultou vídeos de chacinas de estilo norte-americano", disse o porta-voz.

A França tem uma das legislações de porte de armas mais severas do mundo. Os cidadãos franceses não têm permissão para portar armas automáticas, e muitos outros armamentos exigem autorização do governo e um exame médico, além de uma licença de uma federação de caça ou tiro esportivo.

Uma fonte da polícia disse que o jovem preso não parece ser conhecido da corporação. Pelo Twitter, serviços de emergência locais instruíram os moradores da cidade de cerca de 50 mil habitantes a ficar em casa. O governo lançou um alerta de ataque "terrorista" por meio de um aplicativo de celular, embora isso agora seja automático para qualquer incidente do tipo.

Testemunhas entrevistadas pela televisão local descreveram uma cena de pânico quando o atirador entrou na cantina. Os alunos logo se esconderam debaixo das mesas ou correram para a saída.

"Foi um pânico total", disse Achraf, um aluno, à BFM TV. "Os tiros aconteceram de 4 a 5 metros de onde estávamos. Achamos que ele estava vindo na nossa direção. Nós o ouvimos gritando".

"Eu só conheço o atirador de vista. Ele era gentil e discreto, não um cara ruim".

Reuters