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TEERÃ (Reuters) - Um tribunal iraniano condenou neste sábado um estudante que participou dos protestos contra os resultados das eleições presidenciais deste ano a oito anos de prisão, segundo divulgou um site.
A eleição de 12 de junho levou simpatizantes da oposição a saírem às ruas e acusarem as autoridades de adulterarem os resultados. Os números oficiais deram o segundo mandato para o atual presidente Mahmoud Ahmadinejad.
A mulher do estudante Abdullah Momeni disse ao site Mowjcamp, de oposição, que Momeni foi condenado a seis anos por participar dos protestos e a mais dois anos por atividades anteriores, relacionadas à "segurança nacional".
Outros manifestantes presos receberam penas de prisão. Três foram condenados à morte, segundo a imprensa iraniana.
Na semana passada, um homem foi condenado a sete anos e 74 chicotadas, de acordo com o Mowjcamp.
Milhares de pessoas foram presas depois das eleições, cinco meses atrás. A maioria foi libertada, mas mais de uma centena está sendo acusada de ter alimentado a desordem, incluindo importantes líderes reformistas.
As autoridades negam que o resultado da eleição foi adulterado para assegurar a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad. Elas acusam potências estrangeiras de estimular os protestos.
O presidente Ahmadinejad, defensor do programa de energia nuclear no Irã, tem confrontado o Ocidente.
(Reportagem Hashem Kalantari)

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Reuters