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WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos fizeram nesta quinta-feira um apelo para que Israel faça mais para proteger os civis na sua ofensiva militar na Faixa de Gaza e condenaram um ataque israelense contra uma escola da ONU, ao mesmo tempo em que defenderam medidas para reabastecer seu aliado próximo com munição.

A Casa Branca reiterou sua posição de que Israel tem o direito de se defender e descreveu o reabastecimento de munição como "rotina".

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, rejeitou sugestões de que o reabastecimento aos israelenses pode prolongar o conflito, dizendo que era "parte de uma entrega de vendas militares estrangeiras de rotina".

"Os itens solicitados foram prontamente disponibilizados e fornecidos, como tem ocorrido em várias outras ocasiões", disse Earnest.

As autoridades norte-americanas fizeram os comentários pouco antes de os EUA e a Organização das Nações Unidas anunciarem um cessar-fogo de 72 horas e um acordo para que as delegações israelense e palestina se reúnam no Cairo para buscar um "cessar-fogo duradouro".

Autoridades em Gaza dizem que mais de 1.410 palestinos, a maioria civis, foram mortos no enclave. Israel afirma que 56 de seus soldados e três civis morreram.

O porta-voz do Pentágono, coronel Steve Warren, lamentou a quantidade de vítimas, dizendo que o número de "mortes de civis em Gaza está muito alto".

Earnest, por sua vez, afirmou que o bombardeio a uma instalação da ONU na Faixa de Gaza nesta semana pelo Exército israelense é "totalmente inaceitável e totalmente indefensável".

(Reportagem de Phil Stewart)

Reuters