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Refugiado rohingya é visto junto com irmão no campo Palong Khali de regugiados, perto de Cox's Bazar, em Bangladesh 24/10/2017 REUTERS/Hannah McKay

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WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos estão adotando medidas e cogitando uma série de ações adicionais contra Mianmar devido ao tratamento dispensado pelo país à minoria de muçulmanos rohingyas, inclusive sanções específicas, informou o Departamento de Estado norte-americano na segunda-feira.

"Expressamos nossa preocupação mais séria com eventos recentes no Estado de Rakhine, em Mianmar, e com os abusos violentos e traumáticos que os rohingyas e outras comunidades vêm sofrendo", disse o departamento em um comunicado.

O departamento acrescentou: "É imperativo que quaisquer indivíduos ou entidades responsáveis por atrocidades, incluindo atores não estatais e justiceiros, sejam responsabilizados".

Muçulmanos rohingyas vêm fugindo de Mianmar em grande quantidade desde agosto, quando ataques de insurgentes rohingyas desencadearam uma reação militar feroz. Pessoas em fuga acusaram as forças de segurança de incêndios criminosos, assassinatos e estupros.

Na quarta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, disse que seu país responsabiliza a liderança militar de Mianmar pela repressão à minoria.

Tillerson não chegou a dizer se os EUA adotarão alguma ação contra os líderes militares de Mianmar em reação a uma ofensiva que já afugentou mais de 600 mil muçulmanos rohingyas da nação, a maioria para a vizinha Bangladesh.

O Departamento de Estado fez o anúncio antes da primeira visita do presidente Donald Trump à região, no início do próximo mês, quando comparecerá à cúpula da Asean, que inclui Mianmar, em Manila, nas Filipinas.

O comunicado foi a reação norte-americana mais forte até agora à crise dos rohingyas, que já dura meses, mas não chegou a adotar as ferramentas mais drásticas à disposição de Washington, como retomar as sanções econômicas mais abrangentes suspensas pelo governo anterior.

Críticos acusaram a gestão Trump de agir muito devagar e timidamente em resposta à crise dos rohingyas.

Na segunda-feira o Departamento de Estado disse: "Estamos explorando mecanismos de responsabilização disponíveis de acordo com a lei dos EUA, incluindo sanções específicas da Lei Magnitsky".

(Por Eric Walsh e Matt Spetalnick)

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Reuters