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Manifestantes seguram cartazes com fotos do ativista chinês ganhador do Nobel da Paz Liu Xiaobo durante protesto em Hong Kong, na China. 25/12/2016 REUTERS/Tyrone Siu

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Por Michael Martina

PEQUIM (Reuters) - O recém-indicado embaixador dos Estados Unidos para a China, Terry Branstad, disse nesta quarta-feira que os EUA gostariam de ver o ativista chinês ganhador do Nobel da Paz Liu Xiaobo receber tratamento para câncer em outro lugar, e que os dois países devem trabalhar juntos pelos direitos humanos.

Liu, de 61 anos, foi condenado a 11 anos de prisão em 2009 por "incitar a subversão do poder estatal" depois de ajudar a redigir uma petição conhecida como "Carta 08" pedindo reformas políticas abrangentes na China.

O ativista está sendo tratado em um hospital de Shenyang, cidade do norte chinês, devido a um câncer de fígado em estado terminal desde que foi libertado da prisão sob condicional, disse seu advogado à Reuters na segunda-feira. 

Branstad disse que se solidariza com Liu e sua esposa, Liu Xia, que está sob prisão domiciliar desde que seu marido recebeu o Nobel.

"Nós, americanos, gostaríamos que ele tivesse a oportunidade de receber tratamento em outro lugar se isso puder ajudar", disse Branstad em seus primeiros comentários a jornalistas em Pequim desde que foi confirmado em maio como principal representante do presidente dos EUA, Donald Trump, na China.

"E por causa do relacionamento que tenho tanto com o presidente Xi quanto com o presidente Trump, espero poder ser um intermediários que possa ajudar a abordar algumas destas questões desafiadoras no futuro", afirmou diante da residência da embaixada no centro da capital chinesa, à qual chegou no início da terça-feira.

Branstad, ex-governador do Iowa, foi descrito por Pequim como um "velho amigo" da China. Ele recebeu o presidente Xi Jinping, então um líder comunitário do Partido Comunista chinês, no Estado norte-americano em 1985, e novamente em 2012, quando Xi era vice-presidente.

Liu recebeu o Prêmio Nobel da Paz em dezembro de 2010 por seu ativismo em defesa dos direitos humanos na China.

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Reuters