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EUA e Irã dizem que principais diferenças persistem em conversas sobre programa nuclear

Este conteúdo foi publicado em 13. julho 2014 - 14:17

By John Irish and Lesley Wroughton

Viena 13 Jul (Reuters) - O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, disse no domingo, que as principais diferenças persistem entre o Irã e as seis potências mundiais que participam das negociações do programa nuclear de Teerã, com o prazo de 20 de julho para um acordo se aproximando.

EUA, Grã Bretanha, França, Alemanha, Rússia e China querem que o Irã reduza sua capacidade de produção de combustível nuclear, para evitar quaisquer meios de produzir rapidamente bombas atômicas.

Em troca, as sanções internacionais que têm prejudicado a economia do país dependente do petróleo, seriam gradualmente suspensas.

O Irã diz que está enriquecendo urânio apenas para fins energéticos pacíficos e quer que as sanções sejam suspensas imediatamente. Mas, um histórico de esconder atividades nucleares de inspetores da ONU, levantou suspeitas internacionais e o risco de uma nova guerra no Oriente Médio, caso a diplomacia não consiga chegar a um acordo de longo prazo.

“Obviamente ainda temos algumas lacunas muito significativas, portanto precisamos ver se conseguimos fazer algum progresso,” disse Kerry antes das reuniões com a chefe de política externa da União Europeia, Catherine Ashton e outros ministros do exterior da UE, que voaram para a capital austríaca no final de semana, para dar início às negociações.

O vice-chanceler iraniano, Abbas Araqchi, mandou um recado parecido, Ele foi citado pelo canal de televisão de língua árabe, al-Alam, como tendo dito que: “as controvérsias sobre todas as questões principais importantes ainda permanecem. Não conseguimos diminuir as diferenças sobre questões importantes, e não está claro se conseguiremos fazer isso

Kerry chegou em Viena pela manhã, depois de fechar um acordo em Cabul com os candidatos presidenciais do Afeganistão, para acabar com a crise eleitoral do país

“É vital garantirmos que o Irã não vai desenvolver uma arma nuclear e que seu programa é pacífico, e é isso que viemos tentar fazer aqui e espero que possamos fazer algum progresso,” disse Kerry, em Viena.

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