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TRÍPOLI (Reuters) - Os Estados Unidos desocuparam sua embaixada na Líbia neste sábado, transportando o sua equipe diplomática sob pesada proteção militar até a fronteira com a Tunísia, devido à escalada de conflitos entre milícias rivais em Trípoli, afirmou o Departamento de Estado norte-americano. 

A segurança na capital líbia tem piorado nas últimas duas semanas de confrontos entre brigadas de ex-guerrilheiros rebeldes, que trocaram tiros de foguetes, canhões e artilharia no sul de Trípoli, próximo à região da embaixada. 

"A segurança tem que vir primeiro. Infelizmente, tivemos que tomar essa medida pois o lugar onde fica a nossa embaixada é muito próximo de onde acontecem intensos confrontos violentos entre facções líbias", disse a porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos Marie Harf em um comunicado. 

Caças F-16 e aeronaves Osprey providenciaram a segurança da equipe na viagem de cinco horas para a Tunísia, e não houve nenhum incidente. 

A Organização das Nações Unidas (ONU) já retirou seus funcionários do país norte-africano, e a Turquia suspendeu as operações de sua embaixada por causa da violência em Trípoli. 

A Turquia removeu cerca de 700 funcionários do país, afirmou o Secretário de Estado norte-americano, John Kerry, a jornalistas na casa do embaixador norte-americano em Paris, antes de uma reunião com diplomatas do Catar e da Turquia no Oriente Médio. 

A porta-voz do Departamento de Estado disse que o corpo diplomático deve retornar a Trípoli quando a cidade for considerada segura. Até lá, as operações serão conduzidas de algum outro lugar na região, e de Washington. 

Os confrontos pelo controle do aeroporto internacional de Trípoli são os últimos de uma série de combates entre grupos de ex-guerrilheiros que já lutaram lado a lado contra o ex-líder do país Muammar Gaddafi, mas que agora disputam o controle de regiões do país. 

(Reportagem de Patrick Markey e Bill Trott)

Reuters