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Por David Alexander
WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não pretende aderir ao tratado que proíbe o uso de minas terrestres, porque técnicos do governo concluíram que sem essas armas o país não tem condições de atender aos seus compromissos de segurança, disse o Departamento de Estado na terça-feira.
"Este governo realizou uma revisão política e decidimos que nossa política de minas terrestres continua em vigor", disse o porta-voz Ian Kelly a jornalistas, cinco dias antes de uma conferência em Cartagena (Colômbia) sobre o tratado antiminas, que existe há dez anos.
"Determinamos que não seríamos capazes de atender às nossas necessidades de defesa nacional nem nossos compromissos de segurança para com nossos amigos e aliados se assinássemos essa convenção", disse ele.
O tratado proíbe o uso, armazenamento, produção ou transferência de minas antipessoa. Ele já foi assinado por 156 países, mas não por potências militares como EUA, Rússia, China e Índia.
O senador democrata norte-americano Patrick Leahy, defensor do tratado, disse que a decisão representa uma "oportunidade perdida para que os EUA demonstrem liderança em vez de se juntarem a China e Rússia e impedirem o progresso".
As minas terrestres causaram 5.197 mortes conhecidas no ano passado, sendo crianças um terço das vítimas, segundo a Campanha Internacional para a Proibição das Minas Terrestres, entidade ganhadora do Nobel da Paz que reúne cerca de mil grupos de ativistas.
Embora não sejam signatários, os EUA costumam seguir as recomendações do tratado. Não usam minas desde a Guerra do Golfo (1991), não as exportam desde 1992 e não as produzem desde 1997, segundo Steve Goose, diretor da Divisão de Armas da entidade Human Rights Watch.
A conferência de Cartagena, no domingo que vem, deve reunir cerca de mil delegados de mais de cem países, inclusive ministros e chefes de Estado.
Os EUA, segundo Kelly, devem enviar como observadores especialistas em ajuda humanitária contra minas do Departamento de Estado, do Departamento de Defesa, da USAID (agência estatal de ajuda internacional) e do Centro de Prevenção e Controle de Doenças.
"Como fornecedor global de segurança, temos um interesse nas discussões de lá", disse Kelly. "Mas estaremos lá como observadores, obviamente, porque não assinamos a convenção, nem planejamos assinar a convenção."

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Reuters