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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante encontro em Nova York em setembro. 25/09/2016 Kobi Gideon/Government Press Office (GPO)/Handout via REUTERS

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Por Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) - O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está revendo sua participação no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), onde quer ver uma reforma na pauta e o fim de sua "obsessão com Israel", disse uma autoridade norte-americana de alto escalão nesta quarta-feira.

Há tempos Washington argumenta que o fórum de Genebra dá uma atenção indevida às supostas violações israelenses contra os direitos humanos, inclusive crimes de guerra contra civis palestinos na Cisjordânia ocupada e na Faixa de Gaza.

Os EUA "continuam profundamente perturbados pelo foco consistentemente injusto e desequilibrado do Conselho em um país democrático, Israel", disse Erin Barclay, vice-secretária de Estado assistente dos EUA, ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Barclay disse que nenhuma outra nação tem todo um item da pauta devotado a ela, e que "esta obsessão com Israel" ameaça a credibilidade da entidade.

Ela questionou se o foco em Israel é uma prioridade sensata, acrescentando que o governo do presidente da Síria, Bashar al-Assad, está bombardeando hospitais e que a Coreia do Norte e o Irã negam as liberdades de religião, de reunião e de expressão a milhões de seus cidadãos.

"Para que este Conselho tenha alguma credibilidade, que dirá sucesso, ele precisa ir além de suas posições desequilibradas e improdutivas", afirmou Barclay.

"À medida que avaliamos nossos engajamentos futuros, meu governo irá analisar as ações do Conselho de olho em uma reforma para cumprir mais plenamente a missão do Conselho de proteger e promover os direitos humanos".

Atualmente os EUA são um membro eleito do fórum de 47 Estados, e seu mandato de três anos termina em 2019.

Não houve reação imediata do Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas na terça-feira seu porta-voz, Rolando Gomez, disse em um boletim: "Os EUA vêm sendo um parceiro muito ativo e construtivo no Conselho há muitos anos, liderando uma série de iniciativas importantes, como as da DPRK (Coreia do Norte), Irã, Síria, os direitos LGBT... e muitos temas que certamente estão na pauta hoje".

(Reportagem adicional de Tom Miles)

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