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Vista da embaixada dos EUA em Havana 29/9/2017 REUTERS/Alexandre Meneghini

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Por Doina Chiacu

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos reduziram em mais da metade a presença diplomática em Cuba e alertaram, nesta sexta-feira, cidadãos norte-americanos a não visitarem o país devido a "ataques" que provocaram perda de audição, tontura e cansaço em funcionários da embaixada dos EUA na ilha.

A embaixada dos EUA em Havana irá interromper as operações de vistos e oferecer apenas serviços de emergência a cidadãos norte-americanos, o que pode afetar ainda mais a reaproximação entre EUA e Cuba iniciada pelo ex-presidente Barack Obama.

Autoridades do governo do atual presidente norte-americano, Donald Trump, reforçaram que os EUA estão mantendo os laços diplomáticos com Cuba, que afirmou que a decisão norte-americana de reduzir a presença diplomática é precipitada e afetará as relações bilaterais.

"Consideramos que a decisão anunciada hoje pelo governo dos EUA através do Departamento de Estado é precipitada e afetará as relações bilaterais", disse a responsável do Ministério das Relações Exteriores de Cuba para os Assuntos dos EUA, Josefina Vidal.

Vinte e um funcionários da embaixada norte-americana em Cuba apresentaram sintomas como perda de audiência, tontura, dor de cabeça, fadiga, problemas cognitivos e dificuldade para dormir, de acordo com o Departamento de Estado dos EUA.

"Até que o governo de Cuba possa garantir a segurança dos nossos diplomatas em Cuba, nossa embaixada será reduzida ao pessoal de emergência de forma a minimizar o número de diplomatas em risco de exposição a danos", disse o secretário de Estado, Rex Tillerson, em comunicado.

O governo cubano negou qualquer envolvimento nos problemas e disse que está investigando, mas que até o momento não conseguiu determinar nenhuma causa.

Uma autoridade do Departamento de Estado disse a repórteres que nem o governo norte-americano nem o governo cubano conseguiram identificar quem foi responsável, mas destacou que "o governo de Cuba é responsável por tomar todas as medidas apropriadas para prevenir ataques ao nosso pessoal diplomático em Cuba".

Além da redução de diplomatas, o Departamento de Estado emitiu um alerta de viagem afirmando que "uma vez que a segurança de nosso pessoal está sob risco, e nós não pudemos identificar a origem dos ataques, acreditamos que cidadãos norte-americanos também podem estar sob risco e os alertamos a não viajar para Cuba".

(Reportagem adicional de Marc Franc em Havana)

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