Reuters internacional

Por Phil Stewart e Idrees Ali

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos fizeram pequenos ajustes em suas atividades militares na Síria para fortalecer a proteção de forças norte-americanas após ataques com mísseis de cruzeiro na semana passada contra uma base aérea síria aumentarem tensões, disseram nesta segunda-feira autoridades norte-americanas à Reuters.

As autoridades, citando a necessidade de resguardar operações na Síria, se negaram a especificar exatamente quais medidas os EUA tomaram após os ataques, os quais Damasco, Teerã e Moscou condenaram. Elas falaram sob condição de anonimato.

Perguntado sobre reportagem da Reuters, um porta-voz militar norte-americano disse posteriormente durante entrevista coletiva no Pentágono que o comandante dos EUA para a campanha tem “pedido os recursos necessários” para proteger forças norte-americanas depois dos ataques.

O porta-voz, coronel John Thomas, também disse que ataques dos EUA na Síria se tornaram mais defensivos e reconheceu que o ritmo diminuiu desde sexta-feira.

“Não penso que irá durar muito, mas isto é decisão do (tenente-general Stephen) Townsend”, disse Thomas, destacando que não houve até o momento tentativas de retaliação da Síria contra tropas norte-americanas.

O presidente Donald Trump ordenou o ataque com mísseis de cruzeiro contra a base aérea síria de Shayrat na semana passada, em resposta ao que Washington e seus aliados dizem ter sido um ataque com gás venenoso realizado por forças militares sírias, no qual dezenas de civis morreram.

Esta foi a primeira vez que Washington atacou diretamente o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, em seis anos de guerra civil, e impulsionou o governo Trump em sua declaração oficial de que Washington ainda quer Assad eventualmente removido do poder.

Mas o lançamento de mísseis Tomahawk não alterou o ponto de vista de Damasco e seus aliados de que os EUA não estão mais ansiosos do que antes para tomar este tipo de ação firme necessária para derrotá-lo.

O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, disse nesta segunda-feira que o principal foco norte-americano continua sendo derrotar o Estado Islâmico, o qual autoridades dos EUA dizem ter usado seu reduto sírio em Raqqa como uma central para organização de ataques contra o Ocidente.

Thomas também disse que a prioridade militar dos EUA não foi alterada. "(O Estado Islâmico) continua sendo nosso principal foco”, declarou.

O secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, disse nesta segunda-feira que o ataque com mísseis de cruzeiro contra a base de Shayrat danificou ou destruiu um quinto das aeronaves operacionais da Síria, no que disse ser um claro aviso a Damasco contra qualquer novo ataque químico.

“O governo sírio seria mal-aconselhado de usar novamente armas químicas”, disse Mattis em comunicado.

Damasco nega ter realizado o ataque químico na cidade de Khan Sheikhoun, próximo à fronteira turca, que matou ao menos 87 pessoas, sendo 31 delas crianças.

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