Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Passageiros fazem check-in no aeroporto internacional Ben Gurion, nos arredores de Tel Aviv. 24/07/2014. REUTERS/Baz Ratner

(reuters_tickers)

Por Nidal al-Mughrabi e Dan Williams

GAZA/JERUSALÉM (Reuters) - A pressão econômica sobre Israel por causa da guerra em Gaza foi aliviada nesta quinta-feira, com a suspensão de uma proibição dos Estados Unidos a voos comerciais para Tel Aviv, enquanto o número de palestinos mortos nos conflito subiu para mais de 700.

Uma trégua entre o Estado judaico e os combatentes palestinos do Hamas permanecia incerta apesar de intensas tentativas mediadoras.

Palestinos disseram que residentes de duas vilas do sul do país ficaram encurralados por dias de artilharia de tanques de guerra, com médicos incapazes de retirar os feridos. Agências da ONU disseram que mais de 140 mil pessoas foram deslocadas. O Hamas disparou foguetes contra Tel Aviv e disse que seus combatentes realizaram uma emboscada letal sobre soldados israelenses ao norte de Gaza.

Com o incentivo de Washington, o Egito tem tentado mediar um cessar-fogo humanitário limitado. Turquia e o Catar, aliado do Hamas, também estão envolvidos nos esforços diplomáticos.

Uma autoridade de Cairo disse na quarta-feira que essa breve trégua aconteceria no fim de semana, a tempo para o festival de Eid al-Fitr na próxima segunda ou terça-feira, a maior celebração islâmica do ano, marcando o fim do mês de jejum do Ramadã.

Mas uma autoridade dos EUA considerou qualquer trégua no fim de semana improvável, assim como um ministro do gabinete de segurança israelense, que disse que o exército precisaria de uma ou duas semanas para completar sua principal missão de destruir os túneis usados pelo Hamas para realizar ofensivas do lado israelense da fronteira.

“Se a conversa for de um hiato humanitário para - isso não é agradável de dizer - remover corpos, todos os tipos de coisas que ligadas à população civil no curto prazo, isso pode ser considerado”, disse o ministro, Gilad Erdan, à rádio de Israel.

“Mas eu irei me opor a qualquer cessar-fogo até que esteja claro que os túneis serão destruídos e o que acontecerá no período pós-cessar-fogo - como teremos garantia de que a calma para os residentes de Israel será realmente preservada no longo prazo."

O número de mortos em Gaza chegou a 729 nesta quinta-feira, com disparos de tanques de Israel e ofensivas antes do amanhecer que mataram 31 pessoas no enclave controlado pelo Hamas, incluindo um bebê de 18 meses e seis membros da mesma família, disseram autoridades palestinas.

Israel disse ter perdido pelo menos 32 soldados em confrontos em Gaza e com combatentes do Hamas que cruzaram a fronteira fortificada usando túneis. Os militares confirmaram que houve um novo confronto nesta quinta-feira, mas não divulgou imediatamente se houve baixas.

Foguetes palestinos e morteiros mataram três civis em Israel. Esse tipo de ataque surgiu no mês passado, quando Israel iniciou uma ofensiva sobre o Hamas na Cisjordânia ocupada, levando ao início em 8 de julho do bloqueio e bombardeiro de Gaza e a invasão terrestre na semana passada.

O sistema anti-mísseis de Israel interceptou a maioria dos foguetes disparados de Gaza, mas um que conseguiu furar as defesas caiu perto do aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv, levando a agência federal de aviação dos EUA, a FAA, a suspender voos norte-americanos para lá.

A agência cancelou a proibição na noite de quarta-feira, após revisar a situação de segurança.

A Agência Europeia de Segurança Aérea (AESA) afirmou nesta quinta-feira que estava prestes a seguir o exemplo e suspender a sua própria recomendação para evitar voos para Tel Aviv.

(Reportagem adicional de Noah Browning em Gaza, Arshad Mohammed e Yasmine Saleh no Cairo, Amena Bakr em Doha, Stephanie Nebehay em Genebra, e Thomas Seythal em Berlim)

Reuters