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EUA vão compartilhar suas vacinas após garantir necessidades do país, diz secretário norte-americano

Secretário de Saúde dos EUA, Alex Azar, fala durante encontro com presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, que não aparece na foto 10/08/2020 Central News Agency/Pool via REUTERS reuters_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. agosto 2020 - 14:23

TAIPÉ (Reuters) - O Secretário de Saúde dos Estados Unidos, Alex Azar, disse, na segunda-feira, que qualquer vacina norte-americana ou tratamento para a Covid-19 seriam compartilhados com o restante do mundo assim que as necessidades dos Estados Unidos forem atendidas.

Há mais de 200 candidatos à vacina de Covid-19 em desenvolvimento ao redor do mundo, incluindo mais de 20 na fase em que são testadas em humanos. O presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu que terá uma pronta até o fim do ano, embora geralmente demore anos para desenvolvê-las e testá-las com segurança e efetividade.

“Nossa primeira prioridade, claro, é desenvolver e produzir quantidade suficiente de vacinas e tratamentos seguros e efetivos, aprovados pela FDA (agência reguladora de Alimentos e Medicamentos dos EUA) para uso nos Estados Unidos”, disse Azar a repórteres durante visita a Taiwan.

“Mas esperamos ter a capacidade de, assim que essas necessidades forem atendidas, que esses produtos estejam disponíveis na comunidade mundial, de acordo com distribuições justas e equitativas, sobre as quais faríamos consultas na comunidade internacional.”

Ele não avançou mais que isso sobre esse tema em seus comentários.

Azar também disse que a decisão dos Estados Unidos de deixar a Organização Mundial de Saúde (OMS) não significará menos envolvimento de seu país na saúde pública global.

“Os Estados Unidos sempre foram e continuarão sendo o maior financiador de saúde pública no mundo”, acrescentou.

“Após nossa saída da OMS, trabalharemos com outros na comunidade mundial para encontrar os veículos apropriados para continuar apoiando, de maneira multilateral e bilateral, a saúde pública global, como os EUA fizeram no passado.”

(Por Ben Blanchard)

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