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Presidente do Níger Mahamadou Issoufou cumprimenta Macron em Paris 28/8/2017 REUTERS/Charles Platiau

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Por Marine Pennetier e John Irish

PARIS (Reuters) - As “quatro grandes” potências continentais da Europa e três Estados africanos concordaram nesta segunda-feira com um plano para combater tráfico ilegal de pessoas e apoiar nações que lutam para conter o fluxo de pessoas pelo deserto e mar Mediterrâneo.

A União Europeia, de 28 países, há tempos luta para chegar a uma resposta coerente ao fluxo de imigrantes que fogem de guerras, pobreza e conflitos políticos no Oriente Médio e África, e a crise está testando cooperação entre Estados membros.

Após receber os líderes de Alemanha, Itália, Espanha, Chade, Níger e Líbia, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse ser hora de maior coordenação.

“Nós todos devemos agir juntos – dos países fontes à Europa e passando por países de trânsito, especialmente a Líbia – para sermos eficientes”, disse a repórteres. “É um desafio tanto para a UE quanto para a União Africana.

    Embora o encontro tenha sido escasso em detalhes concretos, os líderes aceitaram a ideia de criar um mecanismo para identificar imigrantes legítimos que estão fugindo de guerra e perseguição e concordaram em usar a Organização das Nações Unidas para registrá-los no Chade e Níger, para evitar que sejam explorados por traficantes.

“No centro de tudo isso, é tudo sobre combater a imigração ilegal”, disse a chanceler alemã, Angela Merkel, durante entrevista coletiva.

    Ela disse que Berlim está disposta a aumentar seus esforços.

“Se quisermos parar traficantes de pessoas, então isto só pode ser alcançado através de auxílio de desenvolvimento”, disse Merkel.

A crise imigratória colocou Paris e Roma em desacordo. A Itália acusou a França e outros Estados da UE de não compartilharem o fardo de imigrantes e também pediu para a Comissão Europeia maior flexibilidade orçamentária para ajudar o país a combater a crise.

    Quase 120 mil imigrantes, incluindo refugiados, entraram na Europa pelo mar até o momento neste ano, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações. Mais de 2.400 pessoas se afogaram enquanto faziam a perigosa jornada, muitas vezes sem água ou comida suficiente em lotados botes comandados por traficantes de pessoas.

“Estamos todos comprometidos em reduzir os danos, as mortes de africanos no deserto, a morte de africanos cruzando o Mediterrâneo”, disse o presidente do Chade, Idriss Deby.

    “O problema fundamental sempre continuará sendo desenvolvimento. Nós precisamos de recursos", disse.

O encontro informal não destacou quaisquer novos financiamentos específicos e os líderes repetiram que estabilizar a caótica Líbia, por onde milhares de imigrantes passam antes de embarcar em uma perigosa jornada marítima no Mediterrâneo para a Europa, seria chave para qualquer solução a longo prazo.

(Reportagem adicional de Michel Rose, em Paris; Steve Scherer, Gareth Jones e Massimiliano Di Giorgio, em Rome; Sarah White, em Madri; Paul Carrell e Michael Nienaber, em Berlim)

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Reuters