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Por Suleiman Al-Khalidi

BEIRUTE (Reuters) - O Exército da Síria anunciou nesta segunda-feira que irá suspender as operações de combate no sul do país até quinta-feira para ajudar uma nova rodada de conversas de paz na capital do Cazaquistão, Astana.

O comando-geral do Exército disse em um comunicado divulgado pela televisão estatal que o cessar-fogo começou ao meio-dia local de domingo para apoiar os "esforços de reconciliação" no segundo cessar-fogo unilateral do tipo na última quinzena.

As conversas patrocinadas pela Rússia devem ocorrer em Astana na terça-feira. A última rodada de tratativas na cidade, ocorrida em maio, levou à assinatura de um acordo entre Irã, Rússia e Turquia para criar quatro zonas de apaziguamento na Síria, uma das quais se encontra no sul.

Mas os combates continuaram nas frentes de batalha, inclusive na cidade de Deraa, no sul sírio, e as hostilidades se expandiram para Quneitra, província que faz fronteira com as Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

Uma autoridade rebelde disse que a trégua mais recente foi uma manobra para arrastar a oposição a Astana. O lado rebelde já expressou um profundo receio a respeito das zonas de apaziguamento, que diz beneficiarem o Exército sírio liberando forças que lhes permitem obter ganhos territoriais em outras partes.

"Este cessar-fogo é uma tentativa dos russos e do regime para levar a oposição de volta a Astana e lhes dar garantias no campo de batalha de que irão parar de bombardear com a condição de que compareçam", disse Sohaib Alraheel, porta-voz da Liwa al Fuqan, facção do rebelde Exército Livre da Síria (FSA, na sigla em inglês) que opera no sudoeste da Síria.

Um porta-voz da Frente Sul, uma coalizão de grupos rebeldes da FSA apoiados pelo Ocidente, questionou se o Exército do governo sírio e seus aliados auxiliados pelo Irã irão interromper os ataques nas frentes de batalha em Deraa e Quneitra.

"O Exército Livre da Síria tem muita desconfiança das intenções do regime de respeitar o cessar-fogo. Será como o anterior", disse o major Issam al Rayes à Reuters.

Reuters