Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Por Alexander Dziadosz

ARREDORES DE ARSAL Líbano (Reuters) - O Exército libanês avançou nesta segunda-feira sobre uma cidade libanesa de fronteira atacada por islamitas no fim de semana, no mais grave incidente a extravasar as fronteiras em três anos de guerra civil síria, e o governo de Beirute disse que o ataque mortal não ficará impune. 

Com reforços do Exército chegando a Arsal, o primeiro-ministro libanês, Salam Tammam, um muçulmano sunita, disse que não poderia haver "soluções políticas" no conflito com os radicais sunitas, identificados como membros da Frente Nusra e do Estado Islâmico, que tem ocupado vastas áreas na Síria e no Iraque. 

"A única solução proposta hoje é a retirada dos militantes de Arsal e de seus arredores", disse Salam.

Acompanhado pelo resto de seu gabinete, Salam acusou os militantes de tentar "levar suas práticas doentes para o Líbano". 

"Confirmamos que o ataque à dignidade nacional libanesa não ficará impune", disse ele. 

O Líbano, que ainda trabalha em sua reconstrução desde a guerra civil de 1975 a 1990, tem sido contaminado pela violência ligada ao conflito sírio, incluindo ataques com foguetes, atentados suicidas e tiroteios. 

Mas esta foi a primeira grande incursão no país de militantes sunitas radicais, que se tornaram um dos principais instigadores da violência entre sunitas e xiitas disseminada por toda região do Levante, o que tem desestabilizado o Líbano por inflamar as suas próprias tensões sectárias. 

Soldados libaneses que avançaram em Arsal encontraram os corpos de 50 militantes, disse uma autoridade de segurança libanesa. O Exército afirmou que 14 soldados foram mortos, com outros 22 desaparecidos e 86 feridos nos combates que eclodiram depois que as forças de segurança prenderam um comandante rebelde islâmico sírio, Emad Jumaa, no sábado. 

Mais de uma dúzia de outros membros das forças de segurança foram tomados como reféns. O exército descreveu a incursão dos islâmicos como um ataque há muito planejado. Os políticos locais dizem que a ação marca uma tentativa de estender os domínios do Estado Islâmico para o Líbano. 

Os militantes foram derrotados na área de fronteira no ano passado por forças do governo sírio apoiadas pelo Hezbollah, o movimento político e militar xiita libanês. A estimativa é que cerca de 3.000 combatentes estejam na zona de fronteira.

(Reportagem adicional de Laila Bassam)

Reuters