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Ex-agente da CIA é preso e acusado de espionagem para a China

Silhueta de pessoas enquanto usam laptops em frente a uma imagem com códigos binários da Central Inteligence Agency (CIA). 29/10/2014. REUTERS/Dado Ruvic reuters_tickers
Este conteúdo foi publicado em 18. agosto 2020 - 00:56

Por Mark Hosenball

WASHINGTON (Reuters) - Um ex-oficial da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) foi preso e acusado de espionar para a China em um esquema que envolvia um parente que também havia trabalhado para a CIA, anunciou o Departamento de Justiça norte-americano nesta segunda-feira. 

Em nota, a agência diz que Alexander Yuk Ching Ma foi preso na sexta-feira acusado de conspirar com um parente ex-oficial da CIA para comunicar informações confidenciais com autoridades de inteligência da China.  

Naturalizado cidadão americano, Ma começou a trabalhar para a CIA em 1982, com acesso a informações de alta segurança, de acordo com investigadores. Procuradores dizem que Ma deixou a CIA em 1989 e viveu e trabalhou em Xangai, na China, antes de se mudar para o Havaí em 2001. 

Documentos da Justiça acusam Ma e seu parente de ter conspirado com espiões chineses para compartilhar informações confidenciais de Defesa por mais de uma década. 

Procuradores disseram que o esquema começou com três dias de reuniões em Hong Kong em março de 2001, durante os quais os ex-oficiais da CIA providenciaram informações para o serviço estrangeiro de inteligência sobre funcionários, operações e métodos de ocultação de comunicações da agência. 

Documentos do tribunal dizem que depois que Ma foi para o Havaí, ele buscou emprego com o FBI para reconquistar o acesso a segredos do governo norte-americano e assim pudesse passá-los adiante a espiões chineses.

(Reportagem de Daphne Psaledakis e Mark Hosenball)

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