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CARACAS (Reuters) - O governo venezuelano classificou nesta quinta-feira de "ilegal e arbitrária" a detenção do ex-diretor de inteligência militar, Hugo Carvajal, na ilha caribenha de Aruba, acusado pelos Estados Unidos de estar supostamente vinculado a grupos rebeldes e de liderar operações do narcotráfico.

Em 2008, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos apontou Carvajal e o ex-ministro da Defesa da Venezuela, Henry Rangel Silva, como "chefões da droga" e os acusou de contribuir materialmente com atividades do narcotráfico das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Os dois militares negaram a acusação.

"O governo da República Bolivariana da Venezuela repudia energicamente a detenção ilegal e arbitrária do funcionário diplomático venezuelano, portador de passaporte que o credita como tal; Hugo Armando Carvajal Barrios", disse a chancelaria em um comunicado publicado em seu site.

Carvajal foi designado em janeiro como cônsul da Venezuela em Aruba, mas segundo a imprensa as autoridades da ilha, um território autônomo insular do reino da Holanda, ainda não lhe haviam otorgado a autorização necessária para ocupar o cargo.

O governo do presidente Nicolás Maduro acusou as autoridades de Aruba pela prisão e por "violar a norma internacional vigente".

"O governo da República Bolivariana da Venezuela, através de sua Chancelaria, mobilizou todos os mecanismos diplomáticos para que se corrija esta grave violação do Direito Internacional e prestou a devida assistência consular a seu funcionário diplomático", informou o Ministerio das Relações Exteriores.

A Venezuela conclamou a Holanda a "retificar este fato injusto e improcedente" e pediu às autoridades da ilha vizinha que procedam à liberação imediata do funcionário.

A mídia local informou que Carvajal poderia ser trasladado por via aérea aos Estados Unidos.

Nem funcionários diplomáticos dos Estados Unidos nem holandeses em Caracas foram encontrados de imediato pela Reuters para comentar o caso. Esta quinta-feira é feriado nacional na Venezuela.

  (Por Deisy Buitrago)

Reuters