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CARACAS (Reuters) - Um general venezuelano aposentado, procurado nos Estados Unidos por acusações de tráfico de drogas, continua preso na ilha caribenha de Aruba neste final de semana enquanto aguarda um pedido formal de extradição, informou seu advogado.

Hugo Carvajal, chefe da inteligência militar entre 2004 e 2008 durante o governo do falecido presidente Hugo Chávez, foi capturado na semana passada depois de voar para a ilha semi-autônoma, que é parte da Holanda.

O governo da Venezuela classifica a detenção de Carvajal, a pedido de Washington, de “sequestro” ilegal, e ameaçou represálias se ele não for libertado.

Críticos dizem que o caso pode escancarar o que políticos de oposição alegam serem anos de conivência oficial ao comércio de drogas ilícitas e de ajuda a guerrilhas colombianas.

O governo norte-americano colocou Carvajal em uma lista negra em 2008, acusando-o de impedir que carregamentos de cocaína fossem apreendidos pelas autoridades anti-drogas da Venezuela e fornecer armas e abrigo a rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na fronteira.

Na sexta-feira, um tribunal de Aruba rejeitou pedido de imunidade diplomática de Carvajal, cuja indicação ao posto de cônsul da ilha não foi aceito pelas autoridades holandesas, relatou a mídia na Venezuela e em Aruba.

“Ele foi levado à prisão, e seguranças adicionais foram posicionados no local”, afirmou seu advogado, Chris Lejuez, à Reuters por telefone. “Os Estados Unidos têm 60 dias para apresentar seu pedido de extradição”.

Lejuez declarou que Carvajal, que participou de um golpe frustrado em 1992 que catapultou a carreira de Chávez, está resistindo bem à prisão. “Ele está bem, não está deprimido, embora naturalmente esteja tenso”, disse, acrescentando que Carvajal nega as acusações norte-americanas.

O governo da Venezuela enviou uma delegação a Aruba para apoiar Carvajal. As autoridades dos EUA não comentaram o caso.

Reuters