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Paul Manafort, ex-gerente de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva de imprensa em Cleveland 19/07/2016 REUTERS/Carlo Allegri

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Por Karen Freifeld

WASHINGTON (Reuters) - Paul Manafort, ex-gerente de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e um sócio foram indiciados por um grande júri federal dos EUA por 12 acusações, incluindo conspiração contra os Estados Unidos e lavagem de dinheiro, informou o gabinete do assessor especial federal responsável pela investigação, nesta segunda-feira.

As acusações contra Manafort são as primeiras decorrentes de um inquérito do assessor especial do Departamento de Justiça Robert Mueller, que foi nomeado para investigar uma suposta interferência da Rússia para influenciar os resultados da eleição a favor de Trump.

Manafort e Rick Gates, um sócio que trabalhou como seu vice na campanha de Trump, foram indiciados na sexta-feira no Distrito de Columbia, mas o indiciamento só teve o sigilo derrubado nesta segunda-feira depois de após ambos terem se apresentado ao FBI, informou o gabinete do assessor especial.

"O indiciamento contém 12 acusações: conspiração contra os Estados Unidos, conspiração para lavagem dinheiro, agente não registrado de autoridade estrangeira, testemunhos falsos e enganosos, falsos testemunhos e sete acusações de falha em registrar relatórios de bancos e contas financeiras estrangeiras", afirmou o escritório em comunicado.

O indiciamento afirma que Manafort e Gates receberam milhões de dólares por trabalhos realizados para partidos políticos e lideranças da Ucrânia, e lavaram dinheiro por meio de entidades norte-americanas e estrangeiras para esconder os pagamentos entre 2006 e pelo menos 2016.

Os dois esconderam seu trabalho e os ganhos como agentes de partidos políticos ucranianos, segundo a acusação.

Manafort e Gates serão levados a um tribunal federal, disse um porta-voz do FBI à Reuters. Advogados de Gates e Manafort não atenderam de imediato telefonemas da Reuters em busca de comentários.

Manafort, de 68 anos, atuou como gerente de campanha de Trump entre junho e agosto de 2016 e renunciou em meio a relatos segundo os quais ele teria recebido milhões de dólares de pagamentos ilegais de um partido político ucraniano pró-Rússia.

O diretor do FBI Mueller está investigando os negócios financeiros e imobiliários de Manafort e seu trabalho anterior para aquele grupo político, o Partido das Regiões, que apoiava o ex-líder ucraniano Viktor Yanukovich, disseram fontes à Reuters.

Gates é um parceiro de negócios de Manafort de longa data e tem ligações com muitos dos mesmos oligarcas russos e ucranianos. Ele também serviu como vice de Manafort durante sua breve passagem como gerente de campanha do presidente.

Trump negou as alegações de conluio com os russos e rotulou o inquérito de "uma caça às bruxas". O Kremlin também refutou as alegações.

Pouco antes de o inquérito sobre Manafort vir à tona, Kellyanne Conway, a principal conselheira presidencial, insistiu que quaisquer acusações não necessariamente implicarão Trump ou sua campanha.

"Aconteça o que acontecer hoje com a investigação Mueller, nem sequer sabemos se tem qualquer coisa a ver com a campanha...", disse Conway na rede Fox.

(Reportagem adicional de Mark Hosenball)

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