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Ex-guarda de Auschwitz Reinhold Hanning, durante julgamento em Detmold, na Alemanha. 20/05/2016 REUTERS/Bernd Thissen

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BERLIM (Reuters) - Um ex-guarda de Auschwitz de 95 anos condenado à prisão na Alemanha no ano passado por cumplicidade nos assassinatos de no mínimo 170 mil pessoas morreu antes de sua pena se tornar legalmente obrigatória, disse seu advogado nesta quinta-feira.

No que provavelmente foi um dos últimos julgamentos alemães das atrocidades dos tempos da Segunda Guerra Mundial, Reinhold Hanning foi condenado em junho passado por um juiz que o classificou como "um comparsa disposto e eficiente" do Holocausto.

Seu advogado, Andreas Scharmer, disse que soube da morte do cliente na noite de terça-feira, mas não quis comentar a causa da morte, só ressaltando sua idade avançada.

Scharmer disse que o veredicto contra Hanning não é legalmente obrigatório, já que apelações ainda estavam pendentes no mais alto tribunal da Alemanha.

Thomas Walther, advogado de mais de 20 demandantes no caso Hanning, disse estar decepcionado por o réu ter morrido antes de a pena se tornar compulsória, especialmente porque esperava que a instância jurídica superior tomasse sua decisão aproximadamente no mês que vem.

"Se o judiciário não tivesse silenciado durante décadas, não teria acontecido essa decepção", disse, acrescentando que espera que a condenação seja confirmada.

Um precedente foi estabelecido em um caso semelhante de 2011, quando o guarda de campo Ivan Demjanjuk foi condenado, mas ele também morreu antes de a Corte Federal de Justiça da Alemanha julgar seu recurso.

Mas em novembro a mais alta corte do país rejeitou uma apelação de Oskar Groening, conhecido como o "guarda-livros de Auschwitz", contra o veredicto de cumplicidade nos assassinatos de 300 mil pessoas.

(Por Elke Ahlswede)

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Reuters