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Por Kate Holton

LONDRES (Reuters) - O ex-ministro britânico Jo Johnson disse que alguns colegas estão "refletindo seriamente" se devem abandonar o plano da primeira-ministra, Theresa May, em relação ao Brexit, após sua demissão do gabinete ter prejudicado os planos da premiê para a saída do bloco europeu.

O ministro júnior dos Transportes, irmão mais novo do ex-Secretário de Assuntos Internacionais, Boris Johnson, criticou severamente o acordo de May para o Brexit na sexta-feira, antes de inesperadamente pedir demissão e dizer que o país precisa se afastar do abismo.

No sábado, ele também atacou "fantasias e promessas" feitas durante o referendo por partidários do Brexit, como seu irmão, e afirmou que a realidade é que seria uma "farsa democrática" se o povo não tivesse outra oportunidade de decidir sobre seu futuro.

"Essa é uma das questões mais graves que enfrentaremos em nossas carreiras políticas", disse ele à BBC Radio. "Eu sei que muitos estão refletindo sobre o acordo e como responderão a ele. É papel dos legisladores tomar uma posição. Eu o fiz. Se os outros acharem que isso é o certo a se fazer, então ótimo."

A posição de Jo Johnson é importante porque ele era visto como um congressista leal que votou pela permanência britânica no bloco. Sua saída pode fazer com que outros ministros pró-UE votem contra o acordo, alinhando-se a outros partidários do Brexit que prometeram rejeitar o projeto.

Boris Johnson, principal líder político do Brexit, deixou o governo em julho. Os irmãos disseram que, embora tivessem votado separados quanto à saída do bloco, eles se uniram na consternação com a atual situação do país.

As críticas realçam o tamanho da batalha que May terá de enfrentar para fechar um acordo que seja aceito por facções diferentes de seu partido – que está fortemente dividido – e o Partido Democrático Unionista da Irlanda da Norte, necessário para que a premiê tenha maioria para governar.

Conversas com negociadores da UE devem ser retomadas no domingo, e May deve realizar um encontro ministerial neste mês, na esperança de contar com o apoio de seus ministros.

May priorizou manter o livre comércio de bens com a Europa, mas muitos críticos dizem que isso deixará o Reino Unido sujeito a decisões tomadas em Bruxelas, sem influência de Londres.

(Reportagem adicional de Alastair Macdonald, Gabriela Baczynska e Jan Strupczewski)

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