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Ex-chefe da petroleira estatal mexicana Pemex Emilio Lozoya, durante cúpula em Paris 16/10/2015 REUTERS/Jacky Naegelen

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CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Emilio Lozoya, ex-presidente da petroleira estatal mexicana Pemex, negou ter canalizado subornos da empreiteira brasileira Odebrecht para a campanha do presidente Enrique Peña Nieto e disse que as contas bancárias nas quais supostamente foram depositados milhões de dólares não eram suas.

Em uma conferência de imprensa de cerca de uma hora depois de comparecer ao escritório do procurador-geral na Cidade do México, Lozoya, aliado de Peña Nieto, rejeitou as alegações publicas pelo jornal brasileiro O Globo de que teria recebido 10 milhões de dólares em subornos em 2012 de um ex-executivo da Odebrecht SA, em troca de um contrato de 115 milhões de dólares na refinaria de Tula.

Lozoya, que deixou o cargo na Pemex em 2016, refutou as acusações de que qualquer montante do dinheiro que supostamente recebeu foi parar na campanha de Peña Nieto e negou ter as contas bancárias nas quais os subornos foram supostamente pagos.

"Nego categoricamente minha participação nestes fatos, e por isso não tenho comentários sobre algum possível financiamento ilegal da campanha em 2012", disse na coletiva de imprensa.

"De tal forma que deduzo que esta acusação é falsa", acrescentou Lozoya, que já havia negado através de sua conta de Twitter as acusações que lhe foram feitas.

Eduardo Sánchez, porta-voz da Presidência, também refutou na terça-feira que supostos subornos da Odebrecht a funcionários mexicanos tenham sido destinados à campanha presidencial de 2012.

A Procuradoria-Geral da República, que foi criticada por sua aparente hesitação em investigar mexicanos de alto perfil envolvidos no escândalo, disse na quinta-feira que espera receber mais informações sobre o caso nos próximos dias.

Vários escândalos de corrupção vêm assolando o governo de Peña Nieto, que enfrenta um baixo índice de popularidade a menos de um ano das próximas eleições presidenciais, para as quais pesquisas mostram como favorito o líder de esquerda Andrés Manuel López Obrador.

    (Por Gabriel Stargardter e Noé Torres; reportagem adicional de Ana Isabel Martínez)

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Reuters