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Por Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) - A ex-procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega, disse nesta sexta-feira que a sua equipe forneceu aos Estados Unidos evidências "comprometendo" altas autoridades no governo de esquerda do presidente Nicolás Maduro.

O governo Donald Trump já adotou sanções contra autoridades venezuelanas por supostos abusos e corrupção. Assim, a notícia de que Luisa Ortega tem fornecido informações a Washington vai provavelmente aborrecer o impopular governo de Maduro.

Questionada se ela estava compartilhando com Washington informações sobre corrupção no governo Maduro, incluindo as relacionadas à importação de alimentos para o país atingido por desabastecimento, Luisa Ortega afirmou que reuniões ocorreram.

"Os promotores na Colômbia comigo... têm se encontrado com promotores dos EUA e de outros países para trocar informações", declarou ela, após se reunir com o responsável das Nações Unidas por direitos humanos, Zeid Ra'ad al-Hussein, em Genebra.

"Nós temos fornecido para eles uma combinação de evidências que comprometem autoridades de alto nível do governo", disse ela, acrescentando que planejava visitar os EUA.

Luisa Ortega, 59 anos, foi removida do seu posto em agosto depois de romper com Maduro, ruptura drástica que, segundo a oposição, mostrava que a Venezuela caminhava para uma ditadura.

Ela então se escondeu, fugiu do país em uma lancha para a ilha caribenha de Aruba e, depois, para a Colômbia.

Desde então, a ex-procuradora-geral tem viajado pela região e denunciado o governo Maduro por perseguição contra ela e por corrupção.

Ela diz ter evidências de que Maduro estaria envolvido com corrupção com a Odebrecht e que também teria lucrado com importações de comida para o país, onde milhões não conseguem comer três refeições por dia.

Líderes do Partido Socialista têm negado as acusações. O governo diz que Luisa Ortega fracassou no combate à corrupção quando estava no cargo e comandou um esquema de extorsão que teria permitido que culpados pagassem para se livrar de punição.

Luisa Ortega rebate essas acusações e diz que elas têm motivação política.

Procuradora-geral da Venezuela por mais de uma década, ela adotava a linha do Partido Socialista, e o seu gabinete liderou a prisão de adversários políticos.

Há dois anos ela afirmou supor que estava na lista do Departamento de Estado norte-americano de autoridades venezuelanas que teriam o visto negado.

A virada de Luisa Ortega se deu em março quando ela condenou a retirada pela Suprema Corte dos poderes do Congresso, controlado pela oposição.

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Reuters