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Bandeiras de EUA e Cuba em Miami 26/1/2012 REUTERS/Shannon Stapleton

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Por Daniel Trotta e Sarah Marsh

HAVANA (Reuters) - Cuba e Estados Unidos têm reduzido dramaticamente a taxa de tráfico de pessoas desde que chegaram a um acordo em janeiro, mas os países arriscam perder estes ganhos caso os dois vizinhos fracassem em retomar conversas de alto nível, disseram autoridades do Ministério do Interior de Cuba em entrevista exclusiva.

Durante conversas bilaterais nos últimos dias do governo do ex-presidente norte-americano Barack Obama, os EUA concordaram em 12 de janeiro em acabar com uma longa política de admissão de cubanos que pisassem em solo norte-americano, uma ação com objetivo de desencorajá-los de realizar uma perigosa viagem por alto mar.

A política “pé molhado, pé seco” foi um exemplo da recepção especial que o governo dos EUA estendeu a cubanos, à medida que buscava isolar o governo comunista da ilha, e sua revogação marcou o ponto mais alto da reaproximação de Obama com o ex-rival norte-americano na Guerra Fria.

Desde que o presidente Donald Trump assumiu o poder em 20 de janeiro com promessas de rever a interrupção de hostilidades, conversas bilaterais de alto nível foram paralisadas. Nesse meio tempo, grupos de contrabando têm tentado se reorganizar e se consolidar, disseram autoridades cubanas, buscando novas maneiras de levar cubanos e pessoas de outras nacionalidades para os EUA.

Embora agências da lei cubanas e norte-americanas mantenham comunicações diretas entre si, as conversas de alto nível são essenciais, segundo os cubanos.

“É de grande importância para ambos os países porque a segurança de ambos é colocada em risco”, disse o tenente-coronel Dalgys Lamorut. “A cooperação é importante para proteger os avanços que fizemos.”

Lamorut, representando o diretório da imigração, e outros dois tenentes-coronéis do Ministério do Interior, representando a polícia e a guarda costeira, falaram à Reuters na quarta-feira em rara abertura à mídia estrangeira, limitando seus comentários a tráfico de pessoas e fraudes imigratórias.

A entrevista aconteceu num momento em que o governo Trump se aproxima de conclusão sobre uma revisão política para determinar o quanto irá retroceder no engajamento feito por Obama com Cuba, de acordo com autoridades e ex-autoridades dos EUA e pessoas familiarizadas com as discussões. O anúncio de qualquer mudança política pode acontecer em junho, disseram. Trump, um republicano, tem sido crítico sobre a ação de seu antecessor democrata, sob o argumento de que não teria forçado Cuba o suficiente em questões de direitos humanos.

Em um encontro de autoridades seniores das maiores agências governamentais dos EUA em meados de maio, autoridades do Departamento de Justiça e serviço de imigração estavam entre as que expressaram apoio pela continuação do engajamento de aplicação da lei implementado sob a reaproximação de Obama, de acordo com pessoas a par das discussões. No entanto, assessores seniores de segurança nacional de Trump ainda precisam discutir o assunto em detalhes, disseram as fontes.

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Reuters