Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Por Valerie Volcovici

WASHINGTON (Reuters) - Myron Ebell, o homem que comandou a equipe de transição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Agência de Proteção Ambiental (EPA), disse em uma conferência conservadora no mês passado que o novo governo está sendo lento demais no desmantelamento de regulamentações contra mudanças climáticas.

Em comentários feitos a portas fechadas a membros do conservador Instituto Jefferson, no Estado da Virgínia, em encontro em 18 de abril do qual a Reuters obteve uma gravação, Ebell disse que a gestão Trump deu uma série de passos em falso, incluindo adiamentos na indicação de autoridades da EPA, que podem prejudicar os esforços para reduzir a burocracia para a indústria.

"Este é um desastre iminente para o governo Trump", afirmou Ebell, questionador notório da mudança climática, na gravação fornecida ao Centro de Mídia e Democracia e compartilhada com a Reuters.

Ebell foi escolhido pela campanha de Trump para liderar a unidade de transição da EPA até a posse de 20 de janeiro, uma escolha que reforçou as expectativas de que o presidente iria cumprir suas promessas de revogar regras ambientais de seu antecessor, Barack Obama, e retirar os EUA do Acordo de Paris, pacto global de combate à mudança climática.

Ebell chegou a ser visto como candidato a chefe da EPA, um cargo que acabou sendo oferecido a Scott Pruitt, ex-procurador-geral de Oklahoma.

Ebell não trabalha mais na agência, mas continua influente junto a uma facção do movimento conservador norte-americano com laços com a gestão Trump. Suas críticas refletem uma decepção mais ampla de alguns conservadores com o foco de Pruitt e com o compromisso de descartar regulamentações ainda mais complexas da era Obama.

Desde suas posses, Trump e Pruitt têm se empenhado em se desfazer das regulamentações climáticas, entre elas o Plano de Energia Limpa de Obama, voltado à redução das emissões de carbono de geradores de eletricidade.

Mas seu governo vem frustrando alguns conservadores por estar cogitando continuar no Acordo Climático de Paris e hesitando em abordar a chamada "descoberta de risco" da era Obama, que concluiu que o dióxido de carbono é uma ameaça à saúde pública e que sublinha muitas regulamentações que controlam emissões nos EUA.

Advogados disseram que questionar as descobertas científicas pode consumir muito tempo e ser legalmente complexo.

Pruitt disse que não quer que os EUA continuem no pacto de Paris, mas que ainda não decidiu abordar a descoberta de risco. Ao menos três grupos conservadores apresentaram petições pedindo que a EPA reverta a medida.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

Reuters