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Por Idrees Ali

WASHINGTON (Reuters) - Um destróier da Marinha dos Estados Unidos navegou perto de ilhas do Mar do Sul da China reivindicadas por Pequim na terça-feira, disseram três autoridades norte-americanas à Reuters, provocando revolta na China no momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, corteja a ajuda chinesa para conter os programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte.

A operação foi a tentativa mais recente de contraposição ao que Washington vê como esforços de Pequim para limitar a liberdade de navegação nas águas estratégicas, mas não foi tão provocadora quanto outras realizadas desde que Trump tomou posse em janeiro.

As autoridades dos EUA, que falaram sob condição de anonimato, disseram que o Chafee, um destróier de mísseis teleguiados, realizou operações de manobra normais que desafiaram "reivindicações marítimas excessivas" perto das Ilhas Paracelso, situadas entre uma série de ilhotas, recifes e bancos da areia sobre os quais a China tem disputas territoriais com seus vizinhos.

O Ministério da Defesa chinês disse nesta quarta-feira que um navio de guerra, dois caças e um helicóptero foram enviados para afastar a embarcação dos EUA, acrescentando que esta violou a soberania e a segurança da China com sua "provocação".

A China fortalecerá ainda mais suas defesas naval e aérea, disse o ministério.

"Exigimos que o lado norte-americano adote seriamente medidas para corrigir seus erros", acrescentou.

Falando mais cedo em um informe diário à imprensa em Pequim, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying, informou que seu país apresentou "queixas severas" aos EUA, e reiterou que as Ilhas Paracelso são território chinês.

"A China continuará a adotar medidas resolutas para proteger a soberania territorial e os interesses marítimos chineses. A China exorta os EUA a respeitarem conscienciosamente a soberania territorial e os interesses de segurança da China, a respeitarem conscienciosamente os esforços que países regionais vêm fazendo para proteger a paz e a estabilidade no Mar do Sul da China e a pararem com estas ações erradas".

No mês que vem Trump faz sua primeira visita à Ásia como presidente, incluindo uma parada na China, que ele vem pressionando para que faça mais para refrear a Coreia do Norte. A China é vizinha e a maior parceira comercial de Pyongyang.

(Reportagem adicional de Christian Shepherd, em Pequim)

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Reuters