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Presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca. 27/04/2017 REUTERS/Carlos Barria

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Por Stephen J. Adler e Jeff Mason e Steve Holland

WASHINGTON (Reuters) - Ele sente falta de dirigir, tem a sensação de estar em um casulo e está surpreso de ver como seu novo trabalho é difícil.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, refletiu sobre seus primeiros 100 dias no cargo com um olhar saudoso para sua vida antes da Casa Branca.

"Eu adorava minha vida anterior. Fazia tantas coisas", disse Trump à Reuters em uma entrevista.

Empresário bilionário de Nova York, Trump assumiu um cargo público pela primeira vez ao ingressar na Casa Branca no dia 20 de janeiro, depois de surpreender derrotando a ex-secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton.

Mais de cinco meses depois de sua vitória e a dois dias da marca dos 100 dias de sua Presidência, a eleição continua na mente de Trump. No meio de uma conversa sobre o presidente da China, Xi Jinping, o presidente fez uma pausa para entregar cópias do que disse serem os dados mais recentes do mapa eleitoral de 2016.

"Aqui, vocês podem levar isto, este é o mapa final dos números", disse o presidente republicano em sua mesa, entregando mapas dos EUA com áreas em que venceu assinaladas em vermelho. "Muito bom, certo? O vermelho, obviamente, somos nós".

Ele deu cópias a cada um dos três repórteres da Reuters presentes.

Trump, que disse que estava acostumado a não ter privacidade em sua "vida antiga", expressou surpresa com quão pouco dela tem atualmente, e deixou claro que ainda está se habituando a ter proteção do Serviço Secreto durante 24 horas e às limitações que ela acarreta.

"Você realmente está em seu próprio casulo, porque tem uma proteção tão forte que na verdade não pode ir a lugar nenhum", afirmou.

Quando o presidente sai da Casa Branca, geralmente é em uma limusine ou um SUV. Ele disse sentir falta de ser seu próprio motorista.

"Gosto de dirigir. Não posso mais dirigir".

Muitas coisas não mudaram para o executivo implacável e ex-celebridade de reality show, que administrava seu império do 26º andar da Trump Tower de Nova York e não largava do telefone.

Ele procura amigos de fora e ex-colegas de negócios com frequência em busca de conselhos e de amparo. Assessores de primeiro escalão disseram estar resignados com isso.

O presidente tem tido atritos com muitas organizações de notícias desde sua campanha eleitoral e decidiu não comparecer ao Jantar dos Correspondentes da Casa Branca em Washington, no sábado, por se sentir tratado injustamente pela mídia.

"Eu irei no ano que vem, com certeza", respondeu quando indagado se irá comparecer ao evento no futuro.

O jantar é organizado pela Associação dos Correspondentes da Casa Branca, que é presidida por Jeff Mason, correspondente da Reuters.

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Reuters