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Foto de divulgação de Devin Patrick Kelley Departamento de Segurança do Texas/Divulgação via REUTERS 06/11/2017

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Por Jon Herskovitz e Lisa Maria Garza

SUTHERLAND SPRINGS, EUA (Reuters) - O homem que cometeu o pior massacre a tiros da história do Texas conseguiu comprar armas legalmente em uma loja de artigos esportivos porque uma condenação anterior por violência doméstica nunca foi incluída em uma base de dados do FBI usada em verificações de antecedentes, disseram autoridades.

Devin Kelley, o atirador da chacina de domingo realizada em uma igreja no interior do sudeste do Estado norte-americano, foi condenado por uma corte marcial por ter agredido sua primeira mulher e seu enteado quando servia em uma unidade de prontidão logística da Força Aérea dos Estados Unidos em 2012, revelou o Pentágono na segunda-feira.

A Força Aérea também admitiu que falhou por não transmitir informações sobre a condenação de Kelley ao sistema do Centro Nacional de Informações Criminais (NCIC, na sigla em inglês), um banco de dados do governo dos EUA usado por vendedores de armas de fogo licenciadas para verificar antecedentes criminais de compradores em potencial.

O porta-voz do Departamento de Segurança Pública do Texas, Freeman Martin, estimou o número de vítimas fatais do ataque em 26. A idade dos mortos variou de 18 meses a 77 anos.

Vinte outras pessoas ficaram feridas, 10 das quais continuavam em estado grave na noite de segunda-feira, segundo autoridades.

Duas armas de mão foram encontradas no veículo da fuga de Kelley, onde ele morreu devido a ferimentos de bala autoinfligidos na cabeça depois de uma tentativa fracassada de escapar do local do massacre, informou Martin em uma coletiva de imprensa na noite de segunda-feira.

A Força Aérea abriu um inquérito para descobrir como lidou com o antecedente criminal do ex-aviador, e o Departamento de Defesa dos EUA pediu uma revisão de seu inspetor-geral para ter certeza de que outros casos "foram relatados corretamente", disseram autoridades do Pentágono.

Especialistas em armas de fogo disseram que o caso de Kelley, de 26 anos, que passou um ano em detenção militar e depois foi dispensado da Força Aérea por má conduta em 2014, expôs um elo fraco até então desconhecido no sistema de verificação de antecedentes.

Pela lei federal, é ilegal vender armas a alguém que foi condenado por um crime envolvendo violência doméstica contra um cônjuge ou uma criança.

Um atacadista de artigos esportivos disse que Kelley passou na verificação de antecedentes quando comprou uma arma em 2016 e uma segunda arma de fogo neste ano.

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Reuters