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BOGOTÁ (Reuters) - A maior guerrilha da Colômbia criticou na quarta-feira o governo de Álvaro Uribe pela demora na libertação dos reféns, pois teria imposto "novas e inaceitáveis" exigências que mantêm o processo paralisado.
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram em abril a soltura do suboficial Pablo Emilio Moncayo, sequestrado há quase 12 anos, e de um soldado, além dos restos de um oficial da polícia que morreu no cativeiro.
"Cada dia, cada hora que demore a libertação do cabo Moncayo e do soldado Calvo é de responsabilidade exclusiva do governo de Uribe", disseram as Farc em um comunicado difundido pela agência de notícias Anncol.
"A única coisa que pedimos é que venham por seus prisioneiros, que eles enviaram para a guerra e abandonaram logo que caíram em desgraça", acrescentou o grupo rebelde.
As Farc mantêm em seu poder 24 efetivos do Exército e da Polícia Nacional, alguns deles sequestrados há mais de 10 anos, e buscam um acordo com o governo para trocá-los por guerrilheiros presos.
Embora a guerrilha tenha comunicado sua decisão de libertar o suboficial Moncayo e o soldado Josué Daniel Calvo, a entrega não se concretizou pela exigência do governo para que o grupo liberte simultaneamente todos os reféns.
O governo inicialmente se opôs às libertações graduais de reféns sob o argumento de que a guerrilha buscava ganhar espaço político e limpar sua imagem internacional antes das eleições legislativas e presidenciais de 2010.
As Farc também reduziram suas demandas ante o tema dos reféns e puseram fim à exigência para que o governo retirasse as forças militares de uma área montanhosa de 780 quilômetros quadrados para criar uma zona de segurança.
O alto comissário para a paz da Colômbia, Frank Pearl, disse na semana passada que o governo não recebeu nenhuma manifestação das Farc de que a guerrilha está disposta a entregar os 24 militares e policiais, enquanto advertiu sobre o risco de a guerrilha libertar algumas pessoas e seqüestrar outras.
(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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Reuters