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BOGOTÁ (Reuters) - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a maior guerrilha de esquerda do país, protestou nesta sexta-feira contra um acordo de cooperação militar firmado pelo presidente Álvaro Uribe com os Estados Unidos e o qualificou como uma arma para impedir o processo democrático e a integração da região.
Colômbia e EUA firmaram há quase uma semana o polêmico tratado que autoriza os militares norte-americanos a utilizar por dez anos sete bases no país sul-americano para operações de combate ao narcotráfico e ao terrorismo.
A decisão do presidente colombiano, tido como o mais firme aliado de Washington na região, enfureceu vários governos de esquerda latino-americanos que integram a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba).
As Farc assinalaram em um comunicado difundido na Internet, por meio da agência Anncol, que as bases serão "como uma adaga envenenada cravada no corpo da pátria, e sua ponta alcançará o próprio coração da América Latina."
O grupo rebelde garantiu que o "único objetivo (do acordo) é impedir o processo democrático e de integração de nossos povos, que sob a luz da Alba têm continuado o projeto libertário que o Libertador Simón Bolívar deixou inacabado."
As Farc também pediram que os militares formem junto ao povo uma frente comum para defender a soberania e a dignidade da Colômbia, que o grupo considera terem sido humilhadas pelo tratado militar.
O acordo agravou as divisões na América Latina entre os países mais próximos dos EUA, como a Colômbia e o Peru, e seus críticos, liderados pela Venezuela, cujo presidente, Hugo Chávez, acusa o governo norte-americano de buscar uma plataforma a partir da qual poderia invadir seu país.
Os EUA são os principais aliados da Colômbia na luta contra o narcotráfico e os grupos armados ilegais, vinculados ao comércio de drogas. Desde 2000, o governo norte-americano entregou à Colômbia mais de 6 bilhões de dólares.
Maior produtor mundial de cocaína, a Colômbia argumenta que o acordo não autoriza os EUA a realizar de seu território operações ofensivas contra outros países.
(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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Reuters