(Reuters) - O FBI prendeu três supostos membros de um grupo neonazista que portavam uma metralhadora e tinham esperança de provocar uma guerra racial nos Estados Unidos durante um comício pró-armas a ser realizado na Virgínia que deve atrair milhares de pessoas, disseram autoridades nesta quinta-feira.

Entre os presos estava um ex-membro da cavalaria do Exército e um cidadão canadense que estava nos EUA ilegalmente e é engenheiro de combate reservista do Exército de seu país.

As prisões ocorreram um dia depois de o governador da Virgínia, Ralph Northam, declarar um estado de emergência proibindo qualquer arma na capital estadual de Richmond, dizendo que investigadores viram grupos fazendo ameaças de violência.

O FBI e o Departamento de Segurança Interna foram duramente criticados por não se concentrarem o suficiente no perigo do extremismo de extrema-direita após uma série de ataques a sinagogas e um comício de supremacistas brancos em Charlottesville, na Virgínia, em 2017. Nos últimos meses, os chefes das duas agências disseram que estão levando a ameaça mais a sério.

Vários milhares de ativistas pró-armas estão planejando um grande comício em Richmond na segunda-feira em reação à nova iniciativa da legislatura estatal de maioria democrata para endurecer as leis de posse de armas.

A Virgínia, onde os democratas assumiram o controle legislativo prometendo justamente tais leis, se tornou o cenário mais recente do polarizado debate nacional sobre o direito de portar armas.

Muitos grupos que defendem este direito argumentam que a Constituição dos EUA lhes autoriza possuir qualquer arma de fogo, e seus opositores dizem que as leis ajudariam a diminuir o número de pessoas mortas por armas todos os anos.

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