Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Consultor de negociações de paz das Filipinas, Jesus Dureza, durante coletiva de imprensa em Manila 29/08/2006 REUTERS/Darren Whiteside

(reuters_tickers)

Por Manuel Mogato

MANILA (Reuters) - As Filipinas cancelaram nesta quarta-feira negociações com rebeldes liderados por maoístas previstas para o fim de semana na Holanda depois que guerrilheiros atacaram um comboio da segurança do presidente Rodrigo Duterte, matando um guarda e ferindo seis.

Duterte não estava no local, na ilha Mindanao, no sul do país, quando o confronto entre a guarda presidencial e os rebeldes do Novo Exército Popular (NPA) começou nas primeiras horas desta quarta-feira.

Mas o incidente deu base suficiente para que o consultor das negociações de paz Jesus Dureza cancelasse negociações informais com líderes exilados do Partido Comunista das Filipinas, com o objetivo de reiniciar um processo paralisado.

"As condições necessárias para fornecer o ambiente propício desejado para a condução das negociações de paz ainda não estão presentes", disse Dureza em comunicado.

Os rebeldes maoístas estão envolvidos na guerrilha há quase 50 anos para derrubar o governo.

O conflito matou mais de 40 mil pessoas e impediu o crescimento em regiões rurais pobres, mas ricas em com recursos.

O processo de paz, uma iniciativa importante da Duterte, encontra muitos obstáculos, com ambos os lados abandonando o cessar-fogo unilateral em fevereiro, acusando-se mutuamente por lançar ataques enquanto as negociações estavam acontecendo.

Duterte reuniu-se na terça-feira com os seus negociadores que lidavam com os comunistas e disse-lhes que não aceitassem um cessar-fogo bilateral até o NPA cessar os ataques às tropas. Ele também pediu às lideranças políticas para manterem seus guerrilheiros sob controle.

O conflito em um posto de controle ocorreu um dia depois de Duterte pedir ao Congresso que estendesse a lei marcial até o final do ano para combater a crescente militância islâmica. 

(Reportagem de Manuel Mogato e Enrico dela Cruz)

Reuters