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Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, no Camboja. 11/05/2017 REUTERS/Samrang Pring

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MANILA (Reuters) - O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, está vivo e bem e não passa por problemas de saúde, disse o governo filipino nesta terça-feira, em meio a preocupações com o afastamento do líder dos olhos do público durante períodos anormalmente longos neste mês.

Como Duterte é conhecido por sua agenda cheia e pelos discursos longos que com frequência profere várias vezes por dia, a discrição recente do líder de 72 anos alimentou rumores de que ele está com a saúde debilitada e que Manila está tentando ocultar o fato.

Duterte reapareceu em público pela primeira vez nesta terça-feira após ausência de uma semana e fez um discurso de cerca de 25 minutos, sem fazer qualquer referência ao período em que ficou sem eventos públicos.

O que mais tem motivado os boatos é a ausência de Duterte durante a maior crise de sua Presidência -- os militares estão na sexta semana de combates com rebeldes ligados ao Estado Islâmico que atualmente ocupam a Cidade de Marawi, na ilha de Mindanao, terra natal do líder filipino.

"Primeiramente, ele está vivo e bem, está muito bem, só está ocupado fazendo o que tem que fazer", disse o porta-voz presidencial, Ernesto Abella, a repórteres.

"Como vocês viram, ele tem estado bastante presente aos olhos do público, mas longe dos olhos do público, que é quando consegue fazer serviços oficiais, assina papéis, lê, consulta, na verdade ele anda muito ocupado".

O presidente deve se reunir com alguns membros do gabinete nesta terça-feira e comparecer a um evento no Palácio Presidencial de Manila para comemorar o fim do feriado muçulmano do Eid al-Fitr.

As ausências de Duterte em junho representam seus períodos mais longos distante dos holofotes. Ele foi visto pela última vez em 20 de junho em duas cidades próximas de Marawi, visitando soldados e pessoas retiradas da região conflagrada.

Essa aparição ocorreu na esteira de uma ausência de três dias depois de um discurso no qual disse que sua saúde é "irrelevante" e em meio à surpresa por não ter aparecido em público para as comemorações da independência no dia 12 de junho.

(Por Martin Petty)

Reuters