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MARAWI CITY, Filipinas (Reuters) - O Exército filipino disse nesta sexta-feira que pediu ao Facebook para remover dúzias de contas que militantes islâmicos têm usado para disseminar falsas informações sobre seu ataque em uma cidade ao sul das Filipinas e para coordenar seu enfrentamento com as forças de segurança.

A equipe militar de monitoramento da rede social identificou 63 contas com nomes falsos que o Exército acredita estarem sendo usadas pelo grupo Maute, aliado do Estado Islâmico, e seus simpatizantes.

"Eles estão espalhando mentiras, estão espalhando informações falsas e estão criando mais problemas na nossa luta contra os terroristas", disse o porta-voz tenente-coronel Jo-Ar Herrera em entrevista coletiva na cidade de Marawi, onde pelo menos 200 militantes ainda estão escondidos 18 dias depois da tentativa de capturar a cidade.

"Parte do que estamos vendo é a radicalização das redes sociais. Elas são usadas para radicalizar a juventude", Herrera disse. "Vemos uma enorme desinformação e uso das redes sociais para facilitar as atividades de propaganda."

Contas falsas não são permitidas no Facebook, e nos últimos meses a companhia lançou várias iniciativas contra notícias falsas.

"Nossos Padrões Comunitários não permitem que grupos ou pessoas se envolvam em atividades terroristas, ou publicações que expressam apoio ao terrorismo", disse em email um representante do Facebook.

(Por Neil Jerome Morales e Simon Lewis)

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