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Candidato presidencial da França, François Fillon. 31/03/2017 REUTERS/Philippe Laurenson

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Por Adrian Croft

PARIS (Reuters) - O candidato presidencial francês François Fillon, cuja vitória se tornou improvável após envolvimento em um escândalo financeiro, disse nesta segunda-feira que, se eleito, irá ordenar um inquérito parlamentar sobre as alegações de que o presidente François Hollande interferiu na Justiça.

Antes o favorito na corrida presidencial, o ex-primeiro-ministro conservador despencou nas pesquisas desde o surgimento de acusações de que pagou centenas de milhares de euros de dinheiro público à sua esposa e seus filhos por um trabalho mínimo.

Embora algumas sondagens o mostrem se recuperando ligeiramente a menos de três semanas do primeiro turno em 23 de abril, ele está bem atrás da líder de extrema-direita Marine Le Pen e do independente centrista Emmanuel Macron, que devem disputar o segundo turno de 7 de maio.

Fillon, de 63 anos, que está sendo investigado por magistrados devido às acusações de irregularidades e também por ter sido presenteado com ternos caros, insistiu em sua inocência.

"Se eu tivesse a menor dúvida sobre minha culpa, não seria candidato na eleição presidencial", disse à BFM TV. Ele afirmou que é vítima de uma "manipulação" e que acredita que seu caso está sendo acompanhado de perto "pelas mais altas autoridades".

Fillon recuou de alegações anteriores segundo as quais Hollande, presidente socialista que não concorre à reeleição, liderou pessoalmente uma campanha difamatória contra ele, dizendo que não pode prová-lo.

Disse, porém, que procuradores deveriam iniciar um inquérito sobre as alegações, feitas por dois jornalistas em um livro para o semanário satírico Le Canard Enchainé, de que Hollande fez com que transcrições de escutas instaladas no Judiciário que o interessavam fossem encaminhadas para seu gabinete.

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