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Imigrantes resgatados em um porto em Malaga, na Espanha 07/08/2017 REUTERS/Jon Nazca

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GENEBRA (Reuters) - O fluxo imigratório crescente do norte da África para a Espanha pode se tornar uma "grande emergência" se mantiver este ritmo, alertou a agência de migração da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira.

Mais de 9 mil imigrantes chegaram à Espanha pelo mar neste ano, número que ultrapassou o total de 2016, informou a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Nos últimos dias houve grandes resgates de imigrantes que tentavam cruzar o mar Mediterrâneo partindo do Marrocos, incluindo 300 no litoral sul espanhol.

Nesta rota, já se registraram as mortes de 121 imigrantes, enquanto em todo o ano passado foram 128.

"Segundo nossos especialistas de campo, a Espanha está passando por algo como o que a Grécia viu no início de 2015, ou a Itália ainda antes", disse o porta-voz da OIM, Joel Millman, em um boletim de notícias em Genebra.

As embarcações que zarpam rumo às praias espanholas são muito menores e levam muito menos imigrantes do que aquelas que cruzam da Líbia para a Itália, ou anteriormente da Turquia à Grécia, mas agora estão chegando diariamente, disse.

"Obviamente, se isto crescer no ritmo em que está crescendo, pode ser uma grande emergência", alertou Millman, acrescentando que outras instituições de assistência terão que ajudar.

Neste ano a Espanha registrou um salto no número de imigrantes chegando pelo mar ou tentando cruzar as fronteiras de seus dois enclaves norte-africanos, Ceuta e Melilla, e a expectativa é que os números dobrarão quando comparadas aos de 2016.

"No momento nossa estimativa é que 9 por cento dos que estão indo para a Espanha são crianças", disse Sarah Crowe, porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Neste ano 119.069 imigrantes e refugiados já entraram na Europa pelo mar, quase 83 por cento deles pela Itália e o restante dividido entre Grécia, Chipre e Espanha, segunda a OIM.

Na mesma altura do ano passado foram 266.423 chegadas por toda a região, disse a entidade.

"Foram 800 mortes a menos no Mediterrâneo neste ano do que foram nesta época do ano passado", disse Millman. As cifras da OIM indicam 2.410 mortos ou desaparecidos até agora.

(Por Stephanie Nebehay)

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Reuters