Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Forças do Iraque avançam em Mosul na batalha contra Estado Islâmico 06/03/2017 REUTERS/Thaier Al-Sudani

(reuters_tickers)

Por Isabel Coles e Maher Chmaytelli

MOSUL/BAGDÁ (Reuters) - Forças do Iraque auxiliadas pelos Estados Unidos assumiram o controle da segunda das cinco pontes de Mosul nesta segunda-feira, o que deu novo fôlego à sua arremetida contra o último bastião do Estado Islâmico na parte oeste da cidade.

Todas as cinco pontes sobre o rio Tigre foram destruídas, mas seu controle facilita a movimentação das forças que avançam ao longo do rio, que divide Mosul em duas.

    A ponte conquistada, Al-Hurriya, é a segunda desde a tomada de outra localizada mais ao sul. Sua conquista protege a retaguarda das forças que rumam a um complexo de edifícios governamentais próximo.

    "Controlamos a extremidade oeste da ponte", disse um assessor de mídia sênior da Reação Rápida, unidade de elite do Ministério do Interior que lidera a ofensiva sobre o complexo.

    Recapturar o local ajudará as forças iraquianas a atacar os militantes na cidade velha, e representa um passo simbólico rumo à restauração da autoridade do Estado sobre Mosul, embora os edifícios estejam destruídos e não estejam sendo usados pelo Estado Islâmico.

    A batalha de Mosul, que começou em 17 de outubro, irá entrar em uma fase mais complicada na cidade velha, que é densamente povoada.

    Mais civis foram deslocados nos últimos dias, já que os combates estão acontecendo no meio de bairros residenciais onde a população já vem sofrendo há meses com a falta de alimento, água e eletricidade.

    As forças do Iraque capturaram o lado leste de Mosul em janeiro, depois de 100 dias de combates, e lançaram um ataque aos bairros situados a oeste do rio Tigre no dia 19 de fevereiro.

    Uma derrota do Estado Islâmico em Mosul arrasaria a porção iraquiana do califado declarado pelo líder do grupo, Abu Bakr al-Baghdadi, em 2014, sobre partes do Iraque e da Síria.

Reuters