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Forças do Iraque durante batalha com militantes do Estado Islâmico em Mosul. 2/3/2017 REUTERS/Goran Tomasevic

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Por Stephen Kalin

MOSUL, Iraque (Reuters) - Combatentes do Estado Islâmico lançaram um contra-ataque a forças do Iraque apoiadas pelos Estados Unidos avançando no oeste de Mosul durante um temporal de quarta para quinta-feira, quando a batalha pelo controle do último grande bastião urbano dos militantes no país se intensificou.

Explosões e tiros ressoaram pelos bairros do sudoeste da cidade nas primeiras horas desta quinta-feira. Os combates diminuíram no final da manhã, embora um correspondente da Reuters tenha visto um ataque aéreo e disparos de morteiros dos rebeldes.

Um funcionário iraquiano de alto escalão disse que o Estado Islâmico realizou seu ataque contra unidades do Serviço de Contraterrorismo, uma força de elite, quando a tempestade e ventos fortes impediram a vigilância aérea e a visibilidade no solo.

Ele disse que alguns militantes se esconderam entre famílias deslocadas para se aproximarem das tropas treinadas pelos EUA.

As forças do Iraque capturaram o lado leste de Mosul em janeiro, depois de 100 dias de combates, e lançaram um ataque aos bairros situados a oeste do rio Tigre no dia 19 de fevereiro.

Uma derrota do Estado Islâmico em Mosul arrasaria a porção iraquiana do califado declarado pelo líder do grupo, Abu Bakr al-Baghdadi, em 2014, da grande mesquita de Nuri.

Moradores relataram que civis foram mortos por um ataque aéreo contra uma mesquita controlada pelo Estado Islâmico na quarta-feira, ressaltando a situação perigosa que centenas de milhares de residentes de Mosul enfrentam à medida que as forças aliadas intensificam sua campanha.

Os moradores contaram que várias casas foram danificadas ou desmoronaram devido à explosão, muitas das quais são frágeis e mal conservadas. O porta-voz da coalizão liderada por Washington disse não estar ciente de um ataque aéreo contra a mesquita de Omar al-Aswad.

A mesquita é a mesma onde o Estado Islâmico ordenou que membros da polícia e das Forças Armadas do país entregassem as armas e se registrassem em sua base de dados em 2014, quando o grupo tomou a cidade, em troca de um passe obrigatório para evitar sua prisão e execução nos postos de verificação dos militantes.

Os militares iraquianos acreditam que vários milhares de militantes, incluindo muitos oriundos de países ocidentais, estão entrincheirados em Mosul em meio à população civil restante, estimada por agências humanitárias em 750 mil no início da ofensiva mais recente.

Os jihadistas estão usando suicidas em carros-bomba, franco-atiradores e armadilhas explosivas para se contrapor à ofensiva de 100 mil soldados, combatentes curdos peshmerga e grupos paramilitares xiitas treinados pelo Irã.

Mais de 31 mil civis foram obrigados a abandonar suas moradias no oeste de Mosul durante a fase mais recente da batalha iniciada em 19 de fevereiro, e o número total de deslocados desde que a ofensiva para tomar a cidade começou, em outubro, ultrapassa os 191 mil, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

Reuters