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Membros das forças militares do Iraque entram em confronto com militantes do Estado Islâmico em Mithaq, um bairro no leste de Mosul. 05/01/2017 REUTERS/Khalid al Mousily

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Por Stephen Kalin e Isabel Coles

ERBIL, Iraque (Reuters) - Forças iraquianas retomaram cerca de 70 por cento do leste de Mosul das mãos de militantes do Estado Islâmico e esperam alcançar nos próximos dias as margens do rio que divide a cidade, disse à Reuters o comandante de operações militares conjuntas do Iraque.

O tenente-general Talib Shaghati, que também é chefe do serviço anti-terrorismo de elite que lidera a campanha de retomada da cidade do norte do país, disse que a cooperação de moradores estava ajudando as forças a avançarem contra o Estado Islâmico. 

Em sua 12ª semana, a ofensiva tem ganhado força desde que tropas iraquianas apoiadas por uma coalizão liderada pelos EUA renovaram os esforços para retomar a cidade há uma semana, dominando mais bairros do leste da cidade apesar de dura resistência.

“Entre 65 e 70 por cento do leste da cidade foi liberado”, disse Shaghati em uma entrevista na quarta-feira na capital curda iraquiana, Erbil. “Acredito que, nos próximos dias, veremos a total liberação do lado oriental.”

A parte oeste da cidade permanece sob total controle do Estado Islâmico, o qual luta para manter seu maior bastião urbano valendo-se “de centenas” de atiradores de elite e carros-bomba, de acordo com Shaghati.

O avanço sobre Mosul, envolvendo uma força terrestre de 100 mil soldados composta de tropas iraquianas, membros de forças de segurança curdas e milicianos xiitas, representa a mais complexa batalha no Iraque desde a invasão do país liderada pelos EUA em 2003. 

O comandante de uma coalizão liderada pelos EUA que apoia a ofensiva iraquiana disse à Reuters na quarta-feira que a crescente força do avanço deve-se, amplamente, à melhor coordenação entre o Exército e forças de segurança. Segundo ele, os iraquianos melhoraram suas capacidades de se defender contra carros-bomba do Estado Islâmico. 

Embora em número muito menor, os militantes têm utilizado o terreno urbano a seu favor, escondendo carros-bomba em becos estreitos, alocando seus atiradores de precisão em prédios altos com civis nos andares inferiores e criando túneis e passagens terrestres entre os prédios. Eles também têm se misturado entre a população. 

Uma vitória iraquiana em Mosul provavelmente significaria o fim do autodeclarado califado do Estado Islâmico, reivindicado pelo líder do grupo, Abu Bakr al-Baghdadi, há 2 anos e meio na maior mesquita de Mosul após os militantes terem tomado a cidade. 

No entanto, os militantes têm demonstrado recentemente as táticas que vão usar caso percam a cidade, matando dezenas de pessoas com bombas em Bagdá e atacando forças de segurança em outros lugares. 

Um ataque reivindicado pelo Estado Islâmico matou seis pessoas nesta quinta-feira nos arredores da capital.

Reuters