Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Por Stephen Kalin

MOSSUL, Iraque (Reuters) - Forças iraquianas apoiadas pelos Estados Unidos obtiveram neste domingo mais avanços no oeste de Mossul, para tentar tomar o controle de uma ponte que passa sobre o Rio Tigre e que liga a região controlada pelo governo, no leste da cidade, com o centro da ofensiva contra os militantes restantes no outro flanco.

    A ponte é a que fica mais ao sul das cinco que cortam o Rio Tigre na cidade. Todas foram danificadas por ataques aéreos da coalizão liderada pelos EUA, e depois por combatentes do Estado Islâmico que tentam proteger o lado da cidade que controlam.

    "A ponte é muito importante", disse o coronel Falah al-Wabdan, da unidade de Pronta Resposta do Ministério do Interior. O batalhão é uma das duas forças que lideram a campanha no oeste de Mossul. "A ponte está a cerca de 400 metros. Até o fim do dia você ouvirá que nossas forças chegaram lá."

    Engenheiros do Exército planejam reconstruir a ponte para permitir que as tropas tragam reforços e mantimentos presentes no lado leste da cidade.

    Forças iraquianas capturaram o leste de Mossul em janeiro, após 100 dias de combates. Há uma semana, lançaram ofensiva contra os bairros localizados no outro lado do rio.

    Se derrotar o Estado Islâmico em Mossul, as forças do governo terão vencido o braço iraquiano do califado, declarado em 2014 pelo líder Abu Bakr al-Baghdadi em solo iraquiano e na Síria. O comandante dos EUA no Iraque afirmou crer que as forças vão recapiturar Mossul e Raqqa, reduto do EI na Síria, em seis meses.

    O Exército, a polícia e as unidades do serviço de contraterrorismo e de Pronta Resposta estão atacando o EI em Mossul, com apoio em ar e terra da coalizão liderada pelos EUA.     Centenas de pessoas fugiram em direção às forças do governo desde a quinta-feira, e pelo menos 1.200 na manhã deste domingo, de acordo com uma autoridade da unidade de Pronta Resposta.

    (Reportagem adicional de Isabel Coles)

Reuters