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Combatentes das Forças Democráticas da Síria em comboio a caminho de Raqqa 06/06/2017 REUTERS/Rodi Said

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Por Lisa Barrington

BEIRUTE (Reuters) - Forças sírias apoiadas pelos Estados Unidos, que buscam expulsar o Estado Islâmico de seu reduto em Raqqa, capturaram uma fortaleza em ruínas nos arredores da cidade nesta quarta-feira e uma autoridade da coalizão dos Estados Unidos disse que o ataque deve ser acelerado.

As Forças Democráticas da Síria (FDS), alinhadas com os EUA, que incluem milícias árabes e curdas, declararam na terça-feira o início de sua ofensiva para tomar o controle da cidade do norte da Síria do Estado Islâmico, que a invadiu em 2014.

Com dezenas de milhares de pessoas desabrigadas pelo combate, uma autoridade da ONU falou em uma situação humanitária catastrófica devido a escassez de comida e combustível. A milícia YPG, que faz parte das FDS, pediu por ajuda humanitária internacional.

"Nós estamos recebendo relatos de ataques aéreos em diversos locais da cidade de Raqqa", disse a autoridade de ajuda da ONU Linda Tom à Reuters por telefone, de Damasco.

Até esta quarta-feira, as FDS se moveram até a fronteira oeste de Raqqa e tentaram avançar a uma vizinhança leste. Bombardeios e ataques aéreos por parte da coalizão liderada pelos Estados Unidos atingiram alvos ao redor da cidade, de acordo com um grupo de monitoramento da guerra e com a YPG.

No oeste de Raqqa, as FDS esvaziaram o vilarejo de Hawi Hawa e tomaram controle das ruínas de mais de mil anos da fortaleza Harqalah, disse o porta-voz da milícia YPG, Nouri Mahmoud, à Reuters por telefone.

A ação em Raqqa se sobrepõe às últimas etapas do ataque apoiado pelos EUA para recapturar a capital do Estado Islâmico no Iraque, Mosul.

(Reportagem de Lisa Barrington e Beirute e Ahmed Rasheed em Bagdá)

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