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KIEV/DONETSK (Reuters) - Forças governamentais apertaram o cerco contra o principal reduto de rebeldes pró-Rússia no leste da Ucrânia, neste sábado, e, com a diplomacia emperrada, Moscou e o Ocidente reforçaram a guerra de palavras.

A tomada de Krasnogorovka e Staromikhailovka, cidades próximas a Donetsk, levou o exército muito próximo a uma das últimas cidades ainda nas mãos dos rebeldes, depois de avanços no último mês. A outra é Luhansk, perto da fronteira com a Rússia.

Os separatistas derrubaram um drone na última ação violenta, mas os dois lados respeitaram uma trégua em territórios de rebeldes, onde um avião malaio caiu no mês passado, para permitir que especialistas internacionais pudessem procurar as vítimas.

Esforços diplomáticos para encerrar o conflito, o pior entre Moscou e o Ocidente desde o fim da Guerra Fria, em 1991, não estão progredindo.

O primeiro ministro David Cameron disse que a OTAN deveria repensar seus laços com Moscou e pediu que ela avaliasse suas ações para poder defender melhor os membros de uma potencial ameaça militar russa.

"Depois de seis meses de crise entre Rússia e Ucrânia, precisamos concordar em medidas em longo prazo para fortalecer nossa habilidade de responder rapidamente a qualquer ameaça. Acalmar os aliados que temem pela segurança dos seus próprios países e deter qualquer agressão da Rússia", escreveu em uma carta para outros membros e para o secretário-geral Anders Fogh Rasmussen.

O presidente norte-americano, Barack Obama, também expressou sua frustração com a Rússia depois de conversar com o presidente Vladimir Putin por telefone na sexta-feira.

Obama disse a repórteres que os Estados Unidos fizeram "tudo que poderiam fazer" para convencer Putin sobre a necessidade de resolver a crise diplomática. 

"Mas algumas vezes as pessoas não são racionais e nem sempre baseiam suas ações em interesses em médio ou longo prazo", disse.

Os Estados Unidos e a União Europeia impuseram sanções a Moscou esta semana, depois de acusarem Putin de não usar sua influência com os separatistas para encerrar o confronto nas regiões cuja população fala russo ao leste.

A rebelião no leste da Ucrânia começou em meados de abril, dois meses depois do presidente ucraniano Viktor Yanukovich ser deposto por se afastar da União Europeia e se aproximar de Moscou, e um mês após a anexação da península da Crimeia pela Rússia. 

O exército está avançando contra separatistas desde que o presidente Petro Poroshenko reforçou a campanha militar contra eles depois das eleições de maio, e a luta se intensificou por causa da queda do avião malaio em 17 de julho.

Representantes da Ucrânia disseram esta semana que os corpos de 80 das 298 vítimas ainda não foram recuperados, mas especialistas encontraram restos humanos na sexta-feira e continuam a busca neste sábado. Os mortos incluem 196 holandeses, 27 australianos e 23 malaios.

(Por Timothy Heritage e Maria Tsvetkova)

Reuters