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ROMA (Reuters) - Um acordo entre os principais partidos políticos da Itália a respeito de uma reforma eleitoral fracassou nesta quinta-feira, provocando clamores por uma eleição antecipada que poderia trazer mais instabilidade na terceira maior economia da zona do euro.

Duas grandes siglas de oposição, o Movimento 5-Estrelas e a Liga Norte, de direita, pediram uma votação imediata, e o governista Partido Democrático (PD) disse que agora parece difícil o governo seguir em frente.

Um pacto em favor do sistema de votação de representação proporcional baseado no modelo alemão desmoronou depois que o PD perdeu uma votação parlamentar a respeito de uma emenda menor que havia proposto.

Os títulos e as ações italianos subiram, já que os investidores apostam que o fracasso do acordo irá reduzir o risco de eleições antecipadas neste ano, e pesquisas de opinião apontam para um resultado inconclusivo.

Os partidos concordaram em devolver a legislação a um comitê parlamentar para retomar as negociações, mas comentários de líderes demonstraram poucas esperanças de progresso.

"Não existe chance de recomeçar tudo de novo. A legislatura deveria terminar aqui com eleições imediatas", disse Luigi Di Maio, do Movimento 5-Estrelas, que muitos veem como o candidato a primeiro-ministro do partido no próximo pleito.

Aumentando a pressão por uma eleição antecipada, o líder do PD no Parlamento, Ettore Rosato, disse não saber como a coalizão de centro-esquerda, que se dividiu na reforma, pode se manter após a ruptura desta quinta-feira.

(Por Giuseppe Fonte e Gavin Jones)

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