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Turista posa para foto perto da pirâmide do Museu do Louvre, em Paris. 12/08/2014 REUTERS/Jacky Naegelen

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Por Nicholas Vinocur

PARIS (Reuters) - A França manteve o título de principal destino turístico do mundo em 2013, atraindo cerca de 85 milhões de visitantes, apesar da situação delicada de sua economia, devido ao aumento do interesse chinês e da volta dos turistas norte-americanos.

Com praias no Mediterrâneo e montanhas para esqui, além do rico legado arquitetônico e de atrações que vão desde o castelo de Versalhes até a Euro Disney, a França tornou-se ainda mais popular no último ano, com uma alta de 2 por cento nos visitantes frente a 2012. 

O país manteve sua posição no ranking à frente dos Estados Unidos, que atraíram 69,8 milhões de visitantes, e da Espanha, com 60,7 milhões. De fato, se os turistas da França constituíssem seu próprio país, ele seria o mais populoso da Europa com uma margem de vários milhões, mostraram dados do Banco da França. 

Os números do turismo, que mostram que o número de chineses visitando a França disparou 23,4 por cento, e turistas da Índia, 15,7 por cento, totalizando 4,5 milhões de visitantes da Ásia, trouxeram uma rara boa notícia para um cenário econômico ruim no país europeu. 

A taxa de desemprego da França está em patamares recordes acima de 10 por cento, e os dados de crescimento econômico para o segundo trimestre, a serem divulgados em 14 de agosto, devem mostrar, segundo expectativas, uma fraca expansão de 0,1 por cento. 

Mesmo assim, os turistas escolheram passar um total de quase 600 milhões de noites na França no ano passado, um aumento de 4,6 por cento ante 2012. A duração média de suas estadias -de cerca de 7 dias- foi 2,5 por cento maior do que no ano anterior. Estimativas do governo colocam que a contribuição do turismo representa 6,5 por cento do PIB nacional. 

Visitantes da América do Norte --cujo número caiu dramaticamente durante a crise financeira global-- continuaram a voltar, mostrando um aumento de 5,8 por cento ano a ano, para 4,2 milhões de visitantes. 

O aumento das visitas vindas da América do Norte e de mercados emergentes ajudou a compensar uma pequena queda nos turistas vindos da Espanha, do Brasil e do Japão, um cenário o qual, segundo o Banco da França, é explicado como consequência de problemas econômicos nesses países. 

No fim de junho, o governo do presidente François Hollande considerou um grande aumento no imposto sobre o turismo para ajudar as finanças do governo, o qual luta para reduzir o déficit público e colocá-lo dentro da meta da União Europeia. 

O plano, no entanto, foi descartado em julho, após violentos protestos de autoridades locais e operadoras de hotéis, que disseram que tal aumento mataria a demanda no começo do verão do hemisfério norte, estação que atrai bastante turismo. 

(Por Nicholas Vinocur)

Reuters