Reuters internacional

PARIS (Reuters) - A França realizada neste domingo o primeiro turno de uma eleição presidencial duramente disputada, crucial para o futuro da Europa, e um teste, observado de perto, da insatisfação dos eleitores com o establishment político.

Mais de 50 mil policiais apoiados por unidades de elite dos serviços de segurança franceses patrulharam as ruas por cerca de três dias depois que um atirador matou um policial e feriu outros dois na avenida central Champs Elysees. 

Os eleitores vão decidir se apoiarão um candidato de centro a favor da União Europeia, um veterano conservador envolvido em escândalos que quer cortar gastos públicos, um político de extrema esquerda admirador de Fidel Castro ou nomear a primeira mulher presidente da França que fecharia as fronteiras e abandonaria o euro.

O resultado irá mostrar se a onda populista que provocou o voto do Reino Unido de deixar a União Europeia e a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos ainda está aumentando ou se já começa a diminuir. Um grande número de indecisos aumenta o nervosismo.

Emmanuel Macron, de 39 anos, ex-banqueiro de centro que fundou o seu partido há apenas um ano, é o favorito das pesquisas de opinião para vencer o primeiro turno e bater a líder da Frente Nacional, Marine Le Pen, no segundo turno em 7 de maio.

A escolha dos dois representaria uma enorme mudança no cenário político. O segundo turno não contaria com nenhum dos principais partidos que governaram a França por décadas.

Mas o conservador François Fillon está retomando espaço depois de ter sido prejudicado por meses por um escândalo de empregos fictícios da sua família, e os índices do candidato de esquerda Jean-Luc Melenchon têm aumentado nas últimas semanas. Qualquer um dos quatro pode passar para o segundo turno.

Os outros sete candidatos, incluindo o presidente do partido socialista Benoit Hamon, estão atrás nas pesquisas de opinião.

Ao meio-dia do horário local, a participação estava em 28,54 por cento, de acordo com números oficiais - mesmo patamar observado no primeiro turno de 2012, quando 80 por cento dos eleitores compareceram às urnas.

Algumas pesquisas previam uma participação muito menor, mais próxima dos 70 por cento que levaram o então líder da Frente Nacional, Jean-Marie Le Pen, para o segundo turno em 2002.

Mais cedo no domingo, uma seção de votação em Besancon, no leste da França, foi interditada depois que um veículo roubado foi abandonado com o motor  ligado no local.

(Por Ingrid Melander)

Reuters

 Reuters internacional