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PARIS (Reuters) - A situação no Irã é perigosa e a França está preocupada com uma repressão policial contra manifestantes da oposição em Teerã, disse o chanceler francês, Bernard Kouchner, nesta quarta-feira.
Kouchner também disse a jornalistas que as grandes potências ainda esperam uma resposta de Teerã sobre a oferta que fizeram de enriquecer o urânio iraniano, mas disse que os Estados Unidos devem decidir o prazo para essa resposta.
"Nada disso é um bom presságio. Espero estar errado, mas um governo que reprime seu povo internamente e se recusa a dialogar externamente não é um bom presságio", disse Kouchner.
"A situação é perigosa em um Oriente Médio que é perigoso", acrescentou.
A polícia iraniana entrou em confronto com manifestantes em Teerã nesta quarta-feira, quando uma marcha pelo 30o aniversário da invasão da embaixada dos EUA ficou violenta.
O conflito interno em Teerã acontece num contexto de tensão internacional sobre o programa nuclear do Irã, que muitos países ocidentais acreditam que visa a fabricar uma bomba.
O Irã nega isso, mas negociações com as potências sobre suas ambições nucleares tiveram poucos progressos.
No início desta semana, o Irã disse que queria discutir mais uma proposta da ONU para que exportasse seu urânio para processamento, mas Kouchner disse que as potências ainda esperavam uma resposta formal.
"Eles não estão nos respondendo. O que devemos fazer, esperar? Sim, estamos esperando, mas não até o fim do mundo", disse Kouchner.
A França disse anteriormente que o Irã deveria ter até o final do ano para responder aos temores se não quisesse enfrentar novas sanções. No entanto, Kouchner disse que não havia um prazo final.
"(A data) depende dos nossos amigos americanos, principalmente, porque eles deram esse novo passo nas negociações políticas. Eles quiseram desenvolver negociações diretas com os iranianos e nós apoiamos fortemente nossos amigos americanos", disse.
(Reportagem de Crispian Balmer)

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Reuters