Navigation

França tornará uso de máscaras obrigatório em toda Paris para conter Covid-19

Pessoas usam máscaras de proteção em Nantes, na França 24/08/2020 REUTERS/Stephane Mahe reuters_tickers
Este conteúdo foi publicado em 27. agosto 2020 - 15:34

Por Elizabeth Pineau e Sudip Kar-Gupta

PARIS (Reuters) - A França deve ordenar o uso obrigatório de máscaras em toda Paris para conter o aumento das infecções pelo coronavírus, disse o primeiro-ministro, Jean Castex, nesta quinta-feira, alertando que o surto poderia sair de controle se uma ação rápida não fosse adotada.

"O vírus está se disseminando por todo o país", disse Castex em uma coletiva de imprensa, flanqueado pelos ministros da Saúde e da Educação. "A disseminação da epidemia poderia se tornar exponencial se não agíssemos rapidamente."

O número de reprodução de infecções "R" da França subiu para 1,4, disse Castex, o que significa que cada 10 pessoas com o vírus infectarão outras 14. Um número R acima de um pode causar um crescimento exponencial.

A França tornou o uso de máscaras obrigatório em espaços públicos fechados, como lojas e bancos, em 21 de julho, e no início de agosto elas se tornaram obrigatórias em locais cheios a céu aberto da capital, como a basílica de Sacré Coeur, em Montmartre.

O porta-voz da prefeitura de Paris disse que a decisão de ampliar a ordem para toda a cidade foi tomada pelo governo e que ainda não está claro quando entrará em vigor.

Castex, que supervisionou a saída do país do isolamento antes de ser indicado a premiê em julho, disse que a vida precisa continuar, mas que a França não baixará a guarda, já que conselheiros científicos alertam para uma segunda onda no outono no Hemisfério Norte.

Licenças custeadas pelo Estado salvaram empregos e aumentaram os gastos dos consumidores durante o verão, incitando uma reação econômica que pode fazer a economia francesa contrair menos do que os 11% previstos, disse o ministro das Finanças, Bruno Le Maire.

A França relatou 5.429 infecções diárias novas na quarta-feira, uma nova alta pós-isolamento e um nível que não era visto desde o auge da pandemia, ocorrido no começo de abril.

As infecções estão disparando entre os jovens, disse Castex, que exortou os avôs a não buscarem os netos na escola quando o ano letivo começar no dia 1º de setembro.

(Por Sudip Kar-Gupta, Matthieu Protard e Myriam Rivet)

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759)) REUTERS ES

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.